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Impacto da inovação financeira na velocidade de circulação da moeda

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A inovação financeira é um dos temas controversos da economia monetária, uma vez que não apresenta consenso sobre a sua definição e sobre os seus processos de emergência. Apesar da existência de diversos trabalhos sobre o tema, como é o caso de Llewellyn (1992), Tufano (2003) e recentemente Khraisha e Arthur (2018), todos os autores contribuem com diferentes abordagens, o que dificulta a construção de uma definição generalista. A velocidade da circulação da moeda é um dos principais elementos a analisar para a implementação de uma Política Monetária eficaz (Akinlo, 2012). Contudo, a sua natureza imprevisível explica a insuficiência de estudos dos impactos da inovação financeira nesta variável, o que aumenta o interesse da presente dissertação. A ocorrência de crises financeiras faz questionar o benefício das inovações financeiras para o bem-estar económico, e os últimos desenvolvimentos da tecnologia e das moedas digitais implicam reflexões mais profundas e responsabilidades acrescidas. Com a atividade das fintech a entrar em mercados pouco regulados, os Bancos Centrais têm maior dificuldade na supervisão, monitorização e condução da Política Monetária. Através da utilização da abordagem Auto Regressive Distributed Lag (ARDL), é possível detetar impactos de longo prazo do PIB, taxa de juro real, taxa de inflação e taxa de câmbio real nas velocidades do euro 1 e 2, no período 1999 a 2018.
Autores principais:Dias, José Miguel Fernandes
Assunto:Inovação financeira Política monetária Velocidade da moeda Zona Euro Euro Zone Financial innovation Monetary policy Money velocity
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A inovação financeira é um dos temas controversos da economia monetária, uma vez que não apresenta consenso sobre a sua definição e sobre os seus processos de emergência. Apesar da existência de diversos trabalhos sobre o tema, como é o caso de Llewellyn (1992), Tufano (2003) e recentemente Khraisha e Arthur (2018), todos os autores contribuem com diferentes abordagens, o que dificulta a construção de uma definição generalista. A velocidade da circulação da moeda é um dos principais elementos a analisar para a implementação de uma Política Monetária eficaz (Akinlo, 2012). Contudo, a sua natureza imprevisível explica a insuficiência de estudos dos impactos da inovação financeira nesta variável, o que aumenta o interesse da presente dissertação. A ocorrência de crises financeiras faz questionar o benefício das inovações financeiras para o bem-estar económico, e os últimos desenvolvimentos da tecnologia e das moedas digitais implicam reflexões mais profundas e responsabilidades acrescidas. Com a atividade das fintech a entrar em mercados pouco regulados, os Bancos Centrais têm maior dificuldade na supervisão, monitorização e condução da Política Monetária. Através da utilização da abordagem Auto Regressive Distributed Lag (ARDL), é possível detetar impactos de longo prazo do PIB, taxa de juro real, taxa de inflação e taxa de câmbio real nas velocidades do euro 1 e 2, no período 1999 a 2018.