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Interferência cognitiva e processos atencionais na competição desportiva: estudo exploratório da ansiedade e do autocontrolo na modalidade de remo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo procurou analisar a influência do autocontrolo e da ansiedade na interferência cognitiva e no controlo atencional; e encontrar relação entre a alocação da atenção em intensidades moderadas e elevadas no remo. Para tal, recorreu-se a uma amostra de 109 atletas de remo (30.3 % sexo feminino) com idades compreendidas entre os 14 e os 45 anos (M = 19.02), que completaram medidas tipo-traço de interferência cognitiva, controlo atencional, ansiedade competitiva, perceção de ameaça e desafio e o autocontrolo. Os resultados demonstram que os atletas com níveis mais elevados de ansiedade tendem a apresentar maior ocorrência de pensamentos relacionados com o rendimento e menor capacidade de controlo atencional; verificou-se uma interação significativa entre a ansiedade e o autocontrolo no que se refere à perceção de ameaça na competição desportiva, sugerindo que a influência da ansiedade na perceção de ameaça depende, dos níveis de autocontrolo. Foi também realizado um estudo em que se testou a alocação da atenção sobre intensidades moderadas e elevadas em 10 remadores da seleção nacional portuguesa. Os resultados demonstram que os atletas de um modo geral recorreram a estratégias atencionais associativas externas e que em intensidades elevadas os atletas tendem a utilizar mais estratégias associativas internas.
Autores principais:Vitor, Pedro Daniel Barbosa
Assunto:Interferência cognitiva Atenção e concentração Auto-controlo Ansiedade Rendimento e sucessso desportivo Remo Cognitive interference Attention and concentration Self-control Anxiety Performance and sports success Rowing
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este estudo procurou analisar a influência do autocontrolo e da ansiedade na interferência cognitiva e no controlo atencional; e encontrar relação entre a alocação da atenção em intensidades moderadas e elevadas no remo. Para tal, recorreu-se a uma amostra de 109 atletas de remo (30.3 % sexo feminino) com idades compreendidas entre os 14 e os 45 anos (M = 19.02), que completaram medidas tipo-traço de interferência cognitiva, controlo atencional, ansiedade competitiva, perceção de ameaça e desafio e o autocontrolo. Os resultados demonstram que os atletas com níveis mais elevados de ansiedade tendem a apresentar maior ocorrência de pensamentos relacionados com o rendimento e menor capacidade de controlo atencional; verificou-se uma interação significativa entre a ansiedade e o autocontrolo no que se refere à perceção de ameaça na competição desportiva, sugerindo que a influência da ansiedade na perceção de ameaça depende, dos níveis de autocontrolo. Foi também realizado um estudo em que se testou a alocação da atenção sobre intensidades moderadas e elevadas em 10 remadores da seleção nacional portuguesa. Os resultados demonstram que os atletas de um modo geral recorreram a estratégias atencionais associativas externas e que em intensidades elevadas os atletas tendem a utilizar mais estratégias associativas internas.