Publicação

Crimes sexuais contra mulheres adultas: da avaliação forense à decisão judicial

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo dos anos, a prática psicológica forense tem se revelado um importante utensílio no apoio ao Direito, inclusive no domínio dos crimes sexuais, refletindo-se no aumento dos pedidos de avaliação psicológica. Assim, num primeiro estudo, através da estatística descritiva e inferencial, analisaram-se 14 processos periciais, decorridos na Unidade de Psicologia da Justiça (UPJ) da Universidade do Minho, entre 2004 e 2010. O objetivo era caracterizar a vitimação sexual em mulheres adultas e a prática pericial nestes casos. De seguida, para conhecer o impacto das perícias psicológicas nas respetivas decisões judiciais (n=11), utilizou-se uma metodologia qualitativa, nomeadamente a análise de conteúdo. A partir da análise dos resultados do primeiro estudo concluiuse que a vitimação sexual é perpetrada reiteradamente sobretudo junto de mulheres jovens (M=20.9) e solteiras (85.7%), que são alvo de ações de elevada severidade (91.7%) por parte de agressores conhecidos (92.9%), o que causa um forte impacto nas suas vidas. Quanto à perícia psicológica os principais quesitos envolveram sobretudo a avaliação da credibilidade do relato e o impacto do crime. Tal como outras investigações, o nosso segundo estudo, apurou que a perícia psicológica se assume como um meio útil de apoio na decisão judicial.
Autores principais:Martinho, Gabriela Maria Figueira
Assunto:Crimes sexuais Decisões judiciais Psicologia forense Sexual crimes Judicial decisions Forensic psychology
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Ao longo dos anos, a prática psicológica forense tem se revelado um importante utensílio no apoio ao Direito, inclusive no domínio dos crimes sexuais, refletindo-se no aumento dos pedidos de avaliação psicológica. Assim, num primeiro estudo, através da estatística descritiva e inferencial, analisaram-se 14 processos periciais, decorridos na Unidade de Psicologia da Justiça (UPJ) da Universidade do Minho, entre 2004 e 2010. O objetivo era caracterizar a vitimação sexual em mulheres adultas e a prática pericial nestes casos. De seguida, para conhecer o impacto das perícias psicológicas nas respetivas decisões judiciais (n=11), utilizou-se uma metodologia qualitativa, nomeadamente a análise de conteúdo. A partir da análise dos resultados do primeiro estudo concluiuse que a vitimação sexual é perpetrada reiteradamente sobretudo junto de mulheres jovens (M=20.9) e solteiras (85.7%), que são alvo de ações de elevada severidade (91.7%) por parte de agressores conhecidos (92.9%), o que causa um forte impacto nas suas vidas. Quanto à perícia psicológica os principais quesitos envolveram sobretudo a avaliação da credibilidade do relato e o impacto do crime. Tal como outras investigações, o nosso segundo estudo, apurou que a perícia psicológica se assume como um meio útil de apoio na decisão judicial.