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Abordagem híbrida de gestão de projetos para programas de I&D em colaboração universidade-indústria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O número de colaborações entre universidades e indústria em projetos de investigação e desenvolvimento (I&D) tem vindo a aumentar nos últimos anos, o que deriva do reconhecimento da relevância das parcerias para o sucesso futuro, quer para cada uma das entidades, quer para a economia nacional. A colaboração universidade-indústria tem sido encorajada pelo governo, salientando-se os benefícios disponibilizados às entidades envolvidas, com vista ao crescimento nacional. Desta forma, muitas das colaborações em projetos de I&D têm sido apoiadas financeiramente pelo governo e União Europeia (UE), o que aumenta a responsabilidade das entidades parceiras na consecução dos objetivos previstos e contratualizados. A gestão desta tipologia de projetos é um desafio, pois a natureza intrínseca das entidades parceiras é diferente, apresentando objetivos de curto, médio e longo prazo substancialmente distintos. Embora a literatura forneça alguns conselhos sobre a gestão de programas e projetos em geral, comparativamente, o contexto específico da colaboração universidade-indústria não tem sido tão explorado, exigindo um forte esforço de investigação para produzir diretrizes eficazes. Na sequência deste esforço, o presente trabalho de investigação tem como objetivo dar resposta à pergunta de investigação: Quais as melhores práticas de Gestão de Projetos a adotar nos projetos de I&D em Colaboração Universidade-Indústria financiados por uma entidade pública? Assim, pretende-se disponibilizar aos stakeholders envolvidos em iniciativas de projetos de I&D em colaboração entre universidades e indústrias, uma abordagem híbrida de gestão de projetos (GP), que apresenta um conjunto de práticas-chave de GP distintas direcionadas para este contexto específico. Por norma, as iniciativas de I&D em colaboração universidade-indústria são organizadas como programas, constituídos por um conjunto de projetos relacionados. Através de uma investigação exploratória, foi desenvolvida uma abordagem híbrida de GP com base na estratégia de investigação: estudo de caso. Durante a análise do estudo de caso, foram aplicados quatro métodos de investigação: análise documental, observação, entrevistas não-estruturadas e semiestruturadas. Os três primeiros métodos foram utilizados para a primeira abordagem de conceituação que foi a base para se chegar à conceptualização final (abordagem híbrida de GP) e assim responder à pergunta de investigação. A abordagem híbrida de GP identifica um conjunto de 29 práticas de GP Must Have, que devem ser comuns a todos os projetos do programa, uma vez que a governança do programa tem de ser assegurada. Além disso, identifica três conjuntos diferentes de práticas de GP Nice to Have, que são opcionais e dependem do contexto específico do projeto e da abordagem de GP adotada por cada equipa de projeto: waterfall ou agile. Dentro do conjunto Nice to Have foram identificadas 2 práticas somente waterfall, 12 agile e 16 práticas que podem ser adaptadas para ambas as abordagens de gestão. A conceptualização da abordagem híbrida é, no seu global, constituída por 59 práticas de GP. A principal contribuição para a prática é a própria conceptualização final, resultado do trabalho de investigação. A principal contribuição para a teoria é que esta investigação fornece mais conhecimento sobre práticas de GP num contexto específico, para o qual a literatura existente é limitada.
Autores principais:Moreira, Ana Sofia Fernando
Assunto:Práticas de gestão de projetos Abordagem híbrida Waterfall Agile Projetos de I&D em colaboração universidade-indústria Project management practices Hybrid approach Collaborative university-industry R&D projects Engenharia e Tecnologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O número de colaborações entre universidades e indústria em projetos de investigação e desenvolvimento (I&D) tem vindo a aumentar nos últimos anos, o que deriva do reconhecimento da relevância das parcerias para o sucesso futuro, quer para cada uma das entidades, quer para a economia nacional. A colaboração universidade-indústria tem sido encorajada pelo governo, salientando-se os benefícios disponibilizados às entidades envolvidas, com vista ao crescimento nacional. Desta forma, muitas das colaborações em projetos de I&D têm sido apoiadas financeiramente pelo governo e União Europeia (UE), o que aumenta a responsabilidade das entidades parceiras na consecução dos objetivos previstos e contratualizados. A gestão desta tipologia de projetos é um desafio, pois a natureza intrínseca das entidades parceiras é diferente, apresentando objetivos de curto, médio e longo prazo substancialmente distintos. Embora a literatura forneça alguns conselhos sobre a gestão de programas e projetos em geral, comparativamente, o contexto específico da colaboração universidade-indústria não tem sido tão explorado, exigindo um forte esforço de investigação para produzir diretrizes eficazes. Na sequência deste esforço, o presente trabalho de investigação tem como objetivo dar resposta à pergunta de investigação: Quais as melhores práticas de Gestão de Projetos a adotar nos projetos de I&D em Colaboração Universidade-Indústria financiados por uma entidade pública? Assim, pretende-se disponibilizar aos stakeholders envolvidos em iniciativas de projetos de I&D em colaboração entre universidades e indústrias, uma abordagem híbrida de gestão de projetos (GP), que apresenta um conjunto de práticas-chave de GP distintas direcionadas para este contexto específico. Por norma, as iniciativas de I&D em colaboração universidade-indústria são organizadas como programas, constituídos por um conjunto de projetos relacionados. Através de uma investigação exploratória, foi desenvolvida uma abordagem híbrida de GP com base na estratégia de investigação: estudo de caso. Durante a análise do estudo de caso, foram aplicados quatro métodos de investigação: análise documental, observação, entrevistas não-estruturadas e semiestruturadas. Os três primeiros métodos foram utilizados para a primeira abordagem de conceituação que foi a base para se chegar à conceptualização final (abordagem híbrida de GP) e assim responder à pergunta de investigação. A abordagem híbrida de GP identifica um conjunto de 29 práticas de GP Must Have, que devem ser comuns a todos os projetos do programa, uma vez que a governança do programa tem de ser assegurada. Além disso, identifica três conjuntos diferentes de práticas de GP Nice to Have, que são opcionais e dependem do contexto específico do projeto e da abordagem de GP adotada por cada equipa de projeto: waterfall ou agile. Dentro do conjunto Nice to Have foram identificadas 2 práticas somente waterfall, 12 agile e 16 práticas que podem ser adaptadas para ambas as abordagens de gestão. A conceptualização da abordagem híbrida é, no seu global, constituída por 59 práticas de GP. A principal contribuição para a prática é a própria conceptualização final, resultado do trabalho de investigação. A principal contribuição para a teoria é que esta investigação fornece mais conhecimento sobre práticas de GP num contexto específico, para o qual a literatura existente é limitada.