Publicação
A diferenciação curricular no ensino de violoncelo. Um estudo exploratório
| Resumo: | O presente Relatório de Estágio foi realizado no âmbito do Mestrado em Ensino de Música da Universidade do Minho. O estágio curricular decorreu na Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, incidindo nos grupos de recrutamento M25 (Violoncelo) e M32 (Classes de Conjunto). O tema que se definiu para o projeto de investigação-ação foi “A diferenciação curricular no ensino de violoncelo. Um estudo exploratório”. Considerou-se oportuno desenvolver um estudo que relacionasse a diferenciação curricular com o ensino especializado de violoncelo, uma vez que se verificou a inexistência de estudos e bibliografia aprofundada sobre esta temática. Partindo de uma questão central de investigação abrangente, “qual é o atual grau de diferenciação curricular no ensino especializado de violoncelo?”, a problemática deste estudo ramificou-se noutras questões direcionadas às práticas pedagógicas e outros desafios enfrentados pelos docentes neste âmbito. Entre os objetivos para a investigação e intervenção, pretendeu-se aferir os conhecimentos dos professores de violoncelo sobre diferenciação curricular, o grau de pertinência e utilidade da mesma no ensino de violoncelo, as condições existentes no ambiente escolar e o impacto na aprendizagem dos alunos. Os instrumentos de recolha de dados utilizados no âmbito das estratégias metodológicas delineadas consistiram numa entrevista ao professor cooperante (n=1), entrevistas a alunos de violoncelo do estágio curricular (n=6), um inquérito por questionário respondido por docentes de violoncelo a nível nacional (n=30), oriundos dos subsistemas de Ensino Público e do Ensino Privado e Cooperativo, registo em grelhas de observação das aulas de violoncelo, e a planificação e lecionação de aulas diferenciadas. Na discussão dos resultados, foi possível aferir que os professores de violoncelo valorizam a diferenciação curricular e praticam com frequência estratégias diferenciadoras na sua atividade profissional de uma forma consciente. A principal facilidade apontada pelos docentes para a implementação da diferenciação curricular é o ensino individualizado, o que pode ser atribuído à tradição de ensino individual existente e ao limitado conhecimento sobre práticas de ensino instrumental em grupo. Os programas curriculares, de modo geral, são considerados flexíveis, permitindo aos docentes a autonomia necessária para aplicar a diferenciação. No entanto, verificou-se que em várias escolas, especialmente no Ensino Particular e Cooperativo, há uma perceção de indiferença ou desvalorização da diferenciação curricular por parte das direções pedagógicas e departamentos curriculares, o que nos mostra que a valorização e sensibilização do tema em estudo não se esgota com o presente trabalho, devendo continuar a ser desenvolvido. |
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| Autores principais: | Tedim, José Alexandre Castro |
| Assunto: | Diferenciação curricular Ensino diferenciado Ensino de violoncelo Violoncelo Curricular differentiation Differentiated teaching Violoncello Violoncello teaching |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O presente Relatório de Estágio foi realizado no âmbito do Mestrado em Ensino de Música da Universidade do Minho. O estágio curricular decorreu na Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, incidindo nos grupos de recrutamento M25 (Violoncelo) e M32 (Classes de Conjunto). O tema que se definiu para o projeto de investigação-ação foi “A diferenciação curricular no ensino de violoncelo. Um estudo exploratório”. Considerou-se oportuno desenvolver um estudo que relacionasse a diferenciação curricular com o ensino especializado de violoncelo, uma vez que se verificou a inexistência de estudos e bibliografia aprofundada sobre esta temática. Partindo de uma questão central de investigação abrangente, “qual é o atual grau de diferenciação curricular no ensino especializado de violoncelo?”, a problemática deste estudo ramificou-se noutras questões direcionadas às práticas pedagógicas e outros desafios enfrentados pelos docentes neste âmbito. Entre os objetivos para a investigação e intervenção, pretendeu-se aferir os conhecimentos dos professores de violoncelo sobre diferenciação curricular, o grau de pertinência e utilidade da mesma no ensino de violoncelo, as condições existentes no ambiente escolar e o impacto na aprendizagem dos alunos. Os instrumentos de recolha de dados utilizados no âmbito das estratégias metodológicas delineadas consistiram numa entrevista ao professor cooperante (n=1), entrevistas a alunos de violoncelo do estágio curricular (n=6), um inquérito por questionário respondido por docentes de violoncelo a nível nacional (n=30), oriundos dos subsistemas de Ensino Público e do Ensino Privado e Cooperativo, registo em grelhas de observação das aulas de violoncelo, e a planificação e lecionação de aulas diferenciadas. Na discussão dos resultados, foi possível aferir que os professores de violoncelo valorizam a diferenciação curricular e praticam com frequência estratégias diferenciadoras na sua atividade profissional de uma forma consciente. A principal facilidade apontada pelos docentes para a implementação da diferenciação curricular é o ensino individualizado, o que pode ser atribuído à tradição de ensino individual existente e ao limitado conhecimento sobre práticas de ensino instrumental em grupo. Os programas curriculares, de modo geral, são considerados flexíveis, permitindo aos docentes a autonomia necessária para aplicar a diferenciação. No entanto, verificou-se que em várias escolas, especialmente no Ensino Particular e Cooperativo, há uma perceção de indiferença ou desvalorização da diferenciação curricular por parte das direções pedagógicas e departamentos curriculares, o que nos mostra que a valorização e sensibilização do tema em estudo não se esgota com o presente trabalho, devendo continuar a ser desenvolvido. |
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