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The adaptation of Staphylococcus epidermidis commensal and clinical isolates to human blood: the search for molecular diagnostics markers

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Staphylococcus epidermidis é um habitante normal de pele e mucosas humanas saudáveis que está associado a infeções nosocomiais, principalmente em pacientes imunocomprometidos, contribuindo para um aumento considerável nos custos na saúde, na morbilidade e na mortalidade. Isto está relacionado principalmente com a crescente utilização de dispositivos médicos e com a capacidade de S. epidermidis de formar biofilmes nesses dispositivos. Uma questão importante que precisa ser esclarecida prende-se com a dificuldade de diagnosticar as infeções causadas por S. epidermidis, uma vez que ocorre com facilidade contaminação das hemoculturas devido à natureza onipresente na pele humana e a dificuldade em diferenciar isolados comensais da pele de isolados invasivos que causam doença. Assim, o objetivo desta tese foi tentar encontrar marcadores moleculares baseados na expressão de RNA de forma a diferenciar os isolados comensais dos isolados clínicos, e assim, contribuir para o desenvolvimento de uma nova ferramenta de diagnóstico que permita discriminar os isolados que contaminam as hemoculturas dos isolados associados a infeções. Para atingir esse objetivo, começou por analisar se o transcriptoma de três isolados clínicos e de três isolados comensais, após duas horas de incubação em sangue humano, tendo sido destacado cinco potenciais genes que permitiram a diferenciação destes seis isolados. Infelizmente, quando se tentou validar esses resultados numa coleção de 56 isolados, o potencial discriminatório desses genes foi perdido. Por outro lado, estes resultados destacaram a grande versatilidade metabólica dos isolados que ocupam os diferentes nichos, o que reforça a ideia que S. epidermidis, é de facto, um patógeno oportunista. Essa segunda hipótese foi confirmada através da avaliação da capacidade de sobrevivência em sangue humano, onde foi demonstrado que todos os isolados testados tinham a mesma capacidade de adaptação ao sangue humano, o que sugere que a capacidade de S. epidermidis causar infeção depende da oportunidade de penetrar as camadas externas protetoras do hospedeiro e da sua capacidade de sobreviver à ação antimicrobiana do sangue humano.
Autores principais:Brás, Susana Maria Pereira
Assunto:Diagnóstico Discriminação Sangue humano Staphylococcus epidermidis Transcriptoma Diagnosis Discrimination Human blood Transcriptome
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Staphylococcus epidermidis é um habitante normal de pele e mucosas humanas saudáveis que está associado a infeções nosocomiais, principalmente em pacientes imunocomprometidos, contribuindo para um aumento considerável nos custos na saúde, na morbilidade e na mortalidade. Isto está relacionado principalmente com a crescente utilização de dispositivos médicos e com a capacidade de S. epidermidis de formar biofilmes nesses dispositivos. Uma questão importante que precisa ser esclarecida prende-se com a dificuldade de diagnosticar as infeções causadas por S. epidermidis, uma vez que ocorre com facilidade contaminação das hemoculturas devido à natureza onipresente na pele humana e a dificuldade em diferenciar isolados comensais da pele de isolados invasivos que causam doença. Assim, o objetivo desta tese foi tentar encontrar marcadores moleculares baseados na expressão de RNA de forma a diferenciar os isolados comensais dos isolados clínicos, e assim, contribuir para o desenvolvimento de uma nova ferramenta de diagnóstico que permita discriminar os isolados que contaminam as hemoculturas dos isolados associados a infeções. Para atingir esse objetivo, começou por analisar se o transcriptoma de três isolados clínicos e de três isolados comensais, após duas horas de incubação em sangue humano, tendo sido destacado cinco potenciais genes que permitiram a diferenciação destes seis isolados. Infelizmente, quando se tentou validar esses resultados numa coleção de 56 isolados, o potencial discriminatório desses genes foi perdido. Por outro lado, estes resultados destacaram a grande versatilidade metabólica dos isolados que ocupam os diferentes nichos, o que reforça a ideia que S. epidermidis, é de facto, um patógeno oportunista. Essa segunda hipótese foi confirmada através da avaliação da capacidade de sobrevivência em sangue humano, onde foi demonstrado que todos os isolados testados tinham a mesma capacidade de adaptação ao sangue humano, o que sugere que a capacidade de S. epidermidis causar infeção depende da oportunidade de penetrar as camadas externas protetoras do hospedeiro e da sua capacidade de sobreviver à ação antimicrobiana do sangue humano.