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O Moderno Português na sua Expressão Tectónica. Anatomia construtiva aplicada à habitação unifamiliar em Portugal, 1948 – 1955

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Resumo:Esta tese atenta – à luz do conceito de tectónica – compreender o processo construtivo e a sua reflexão na arquitetura moderna portuguesa, estudando, para isso, especificamente, a habitação unifamiliar, no arco temporal entre 1948 e 1955. Verifica-se a noção de tectónica, de forma a permitir uma observação fundamentada da expressão construtiva, bem como uma análise da anatomia construtiva do objeto arquitetónico, até ao detalhe construtivo. O conhecimento técnico da construção assenta, principalmente desde o século XIX, numa reflexão que reporta a questões estéticas e aos meios construtivos na arquitetura. Já no século XX, com as contribuições fundamentais de Kenneth Frampton, a ideia de tectónica estabelece-se como potencial de expressão e poética construtiva, bem como de entendimento analítico da arquitetura moderna, sob uma dialética ontológica e representacional. Todavia, neste trabalho, centramo-nos exclusivamente numa perspetiva analítica, de dimensão ontológica, da tectónica. Para tal, aferimos um quadro síntese, ancorado em princípios tectónicos, que são esclarecidos de forma operativa, na análise às obras elencadas no estudo de casos. O contexto cultural e histórico, bem como a realidade produtiva da construção, à época, esclarecem e fundamentam o quadro da prática e defesa da arquitetura moderna, por parte dos arquitetos portugueses, permitindo elucidar a necessidade de adaptar o ideário da arquitetura moderna, no sentido do fazer construtivo, ao contexto do país. Por outro lado, o roteiro pelas obras deste período, 1948 – 1955, permite que observemos e contextualizemos outras obras, para além das elencadas no estudo de casos. A investigação dos princípios tectónicos – Forma versus Lugar; Forma versus Estrutura; Forma versus Membrana de Fecho – esclarece o apuramento da arquitetura moderna portuguesa, sedimentada expressivamente no seu carácter ontológico. A análise metodológica, sob estes princípios, faz-se pelo redesenho de obras aferidas em estudo de casos, possibilitando, deste modo, a dissecação do corpo arquitetónico inerente à desmontagem construtiva, identificando-se detalhes e revelando-se materiais, componentes ocultos, sistemas e soluções construtivas de uma anatomia construtiva. Este processo analítico permitiu-nos sintetizar soluções construtivas e conduziu-nos à definição de uma atitude de convergência adaptativa, que pretende realçar uma expressão tectónica da arquitetura moderna portuguesa. Tencionamos, assim, contribuir para um debate da especificidade construtiva da arquitetura moderna portuguesa.
Autores principais:Gomes, Rogério Paulo Azevedo Moreira Silva
Assunto:Arquitetura Moderna Tectónica Ontologia da Construção Anatomia Construtiva Redesenho Modern Architecture Tectonics Ontology of Construction Construction Anatomy Redrawing Humanidades::Artes
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta tese atenta – à luz do conceito de tectónica – compreender o processo construtivo e a sua reflexão na arquitetura moderna portuguesa, estudando, para isso, especificamente, a habitação unifamiliar, no arco temporal entre 1948 e 1955. Verifica-se a noção de tectónica, de forma a permitir uma observação fundamentada da expressão construtiva, bem como uma análise da anatomia construtiva do objeto arquitetónico, até ao detalhe construtivo. O conhecimento técnico da construção assenta, principalmente desde o século XIX, numa reflexão que reporta a questões estéticas e aos meios construtivos na arquitetura. Já no século XX, com as contribuições fundamentais de Kenneth Frampton, a ideia de tectónica estabelece-se como potencial de expressão e poética construtiva, bem como de entendimento analítico da arquitetura moderna, sob uma dialética ontológica e representacional. Todavia, neste trabalho, centramo-nos exclusivamente numa perspetiva analítica, de dimensão ontológica, da tectónica. Para tal, aferimos um quadro síntese, ancorado em princípios tectónicos, que são esclarecidos de forma operativa, na análise às obras elencadas no estudo de casos. O contexto cultural e histórico, bem como a realidade produtiva da construção, à época, esclarecem e fundamentam o quadro da prática e defesa da arquitetura moderna, por parte dos arquitetos portugueses, permitindo elucidar a necessidade de adaptar o ideário da arquitetura moderna, no sentido do fazer construtivo, ao contexto do país. Por outro lado, o roteiro pelas obras deste período, 1948 – 1955, permite que observemos e contextualizemos outras obras, para além das elencadas no estudo de casos. A investigação dos princípios tectónicos – Forma versus Lugar; Forma versus Estrutura; Forma versus Membrana de Fecho – esclarece o apuramento da arquitetura moderna portuguesa, sedimentada expressivamente no seu carácter ontológico. A análise metodológica, sob estes princípios, faz-se pelo redesenho de obras aferidas em estudo de casos, possibilitando, deste modo, a dissecação do corpo arquitetónico inerente à desmontagem construtiva, identificando-se detalhes e revelando-se materiais, componentes ocultos, sistemas e soluções construtivas de uma anatomia construtiva. Este processo analítico permitiu-nos sintetizar soluções construtivas e conduziu-nos à definição de uma atitude de convergência adaptativa, que pretende realçar uma expressão tectónica da arquitetura moderna portuguesa. Tencionamos, assim, contribuir para um debate da especificidade construtiva da arquitetura moderna portuguesa.