Publicação
Ser-corpo na Praça de Braga
| Resumo: | E se nós começássemos por dizer, tal como Luís Fernandes, que “de tanto investirmos no corpo-imagem, menorizamos o corpo vivido” (2021, p. 13)? Qual poderia ser a ligação dessa frase com um micro-ensaio sobre Lugares Públicos, mais especificamente o Mercado Municipal de Braga? Sobre o corpo-sujeito No seu mais recente livro, As lentas lições do corpo. Ensaios rápidos sobre as relações entre o corpo e a mente, Luís Fernandes reaviva e resgata a ideia simples, porém frequentemente ignorada, de que todo o ser humano é constituído de um corpo vivido, dotado de historicidade e alvo de uma construção social, onde a cabeça é uma parte (e não é, ao contrário do que frequentemente pensamos, a única parte corporal a ser valorizada/exercitada). Nesse ponto, lembramo-nos da relação de não familiaridade entre o peixe-água da qual McLuhan fala no seu O meio é a mensagem. Para Fernandes, “é porque o corpo é tão central nas nossas vidas que ele se torna a matéria a transformar, de modo a dar-se ao olhar dos outros de acordo com regras de conveniência” (2021, p. 17). Aqui compreendemos o fato da interação humana quotidiana se desdobrar com diferentes corporalidades ou corporeidades. A não ser que permitamos, o contacto diário que fazemos em grupo não se realiza pelo corpo, mas sim com aquele “conjunto de manifestações simbólicas da existência corporal, devidamente contextualizado no tempo histórico e no espaço social” (Ferreira citado por Fernandes, 2021, p. 18). |
|---|---|
| Autores principais: | Pires, Helena |
| Outros Autores: | Veronez, Thatiana Milesi |
| Assunto: | Passeio Mercado Municipal de Braga Espaço público Corpo-sujeito |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | E se nós começássemos por dizer, tal como Luís Fernandes, que “de tanto investirmos no corpo-imagem, menorizamos o corpo vivido” (2021, p. 13)? Qual poderia ser a ligação dessa frase com um micro-ensaio sobre Lugares Públicos, mais especificamente o Mercado Municipal de Braga? Sobre o corpo-sujeito No seu mais recente livro, As lentas lições do corpo. Ensaios rápidos sobre as relações entre o corpo e a mente, Luís Fernandes reaviva e resgata a ideia simples, porém frequentemente ignorada, de que todo o ser humano é constituído de um corpo vivido, dotado de historicidade e alvo de uma construção social, onde a cabeça é uma parte (e não é, ao contrário do que frequentemente pensamos, a única parte corporal a ser valorizada/exercitada). Nesse ponto, lembramo-nos da relação de não familiaridade entre o peixe-água da qual McLuhan fala no seu O meio é a mensagem. Para Fernandes, “é porque o corpo é tão central nas nossas vidas que ele se torna a matéria a transformar, de modo a dar-se ao olhar dos outros de acordo com regras de conveniência” (2021, p. 17). Aqui compreendemos o fato da interação humana quotidiana se desdobrar com diferentes corporalidades ou corporeidades. A não ser que permitamos, o contacto diário que fazemos em grupo não se realiza pelo corpo, mas sim com aquele “conjunto de manifestações simbólicas da existência corporal, devidamente contextualizado no tempo histórico e no espaço social” (Ferreira citado por Fernandes, 2021, p. 18). |
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