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Uma crítica às teorias da justiça em saúde e um esquema de RBI como paradigma para novas intervenções de saúde pública

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As diversas propostas de teorias da justiça em saúde têm falhas conceptuais ao nível da uni-dade utilizada para aferir a justiça e ao nível do padrão sugerido. O uso de desigualdades em saúde para aferir justiça em saúde peca por perder informação essencial para fazer juízos morais e por ter lugar demasiado tarde, impedindo a correção das injustiças e não permitindo intervenções no sentido de pro-mover a saúde e prevenir a doença. Uma possível solução para o problema é o uso de uma unidade mais “a montante”, como a capacidade ou as oportunidades de ser saudável. Este trabalho inclui ainda uma crítica ao uso da responsabilidade individual como fator nos juízos sobre a justiça em saúde e sobretudo sobre potenciais consequências. Por fim, encerra com um teste da compatibilidade entre o RBI e as teorias da justiça, que se conclui ser tendencialmente positivo.
Autores principais:Cardoso, Jorge Manuel Félix
Assunto:Capacidades Desigualdades em saúde Igualitarismo Justiça em saúde Teorias da justiça Capabilities Egalitarianism Health inequalities Health justice Theories of justice
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As diversas propostas de teorias da justiça em saúde têm falhas conceptuais ao nível da uni-dade utilizada para aferir a justiça e ao nível do padrão sugerido. O uso de desigualdades em saúde para aferir justiça em saúde peca por perder informação essencial para fazer juízos morais e por ter lugar demasiado tarde, impedindo a correção das injustiças e não permitindo intervenções no sentido de pro-mover a saúde e prevenir a doença. Uma possível solução para o problema é o uso de uma unidade mais “a montante”, como a capacidade ou as oportunidades de ser saudável. Este trabalho inclui ainda uma crítica ao uso da responsabilidade individual como fator nos juízos sobre a justiça em saúde e sobretudo sobre potenciais consequências. Por fim, encerra com um teste da compatibilidade entre o RBI e as teorias da justiça, que se conclui ser tendencialmente positivo.