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Traços fundamentais do pensamento de Sloterdijk sobre a técnica/tecnologia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apresentam-se, neste artigo, os traços fundamentais do posicionamento de Sloterdijk acerca do fenómeno e do papel da tecnologia. Nesse âmbito, distingue-se entre um primeiro e um segundo Sloterdijk, sendo que o primeiro sustentou uma posição ainda bastante tecnófoba, patente, por exemplo, na sua obra de 1989, Eurotaoismus: Zur Kritik der politischen Kinetik, enquanto o segundo desenvolve uma posição mais criteriosa e diversificada, a qual distingue entre duas formas de técnica ou tecnologia, a alotécnica e a homeotécnica, relacionando essas formas de técnica com aquilo a que podemos chamar a esferologia de Sloterdijk, desenvolvida a partir de 1998 e que fornece os fundamentos antropológicos e, assim afirma Sloterdijk, também metafísicos e fenomenológicos, do fenómeno da tecnologia. Termina-se com a discussão de duas problemáticas que constituem uma espécie de contraponto à noção “otimista” da homeotécnica, nomeadamente o aspeto traumatológico da procura tecnógena pela imunidade e o papel da linguagem na construção das esferas imunológicas.
Autores principais:Sylla, Bernhard
Assunto:Filosofia da Técnica/Tecnologia Sloterdijk Esferologia Homeotécnica Traumatologia Philosophy of Technology Sloterdijk Spherology Homeotechnology Traumatology
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Apresentam-se, neste artigo, os traços fundamentais do posicionamento de Sloterdijk acerca do fenómeno e do papel da tecnologia. Nesse âmbito, distingue-se entre um primeiro e um segundo Sloterdijk, sendo que o primeiro sustentou uma posição ainda bastante tecnófoba, patente, por exemplo, na sua obra de 1989, Eurotaoismus: Zur Kritik der politischen Kinetik, enquanto o segundo desenvolve uma posição mais criteriosa e diversificada, a qual distingue entre duas formas de técnica ou tecnologia, a alotécnica e a homeotécnica, relacionando essas formas de técnica com aquilo a que podemos chamar a esferologia de Sloterdijk, desenvolvida a partir de 1998 e que fornece os fundamentos antropológicos e, assim afirma Sloterdijk, também metafísicos e fenomenológicos, do fenómeno da tecnologia. Termina-se com a discussão de duas problemáticas que constituem uma espécie de contraponto à noção “otimista” da homeotécnica, nomeadamente o aspeto traumatológico da procura tecnógena pela imunidade e o papel da linguagem na construção das esferas imunológicas.