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Sustentabilidade ambiental na indústria das carnes: avaliação de ciclo de vida e estudo da pegada de carbono como ferramentas de apoio à decisão de lançamento de novos produtos

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Resumo:Atualmente, há uma crescente sensibilização sobre a importância da sustentabilidade nas empresas, impulsionada pelas preferências dos consumidores, exigências regulatórias e uma compreensão mais abrangente do impacto ambiental das suas atividades. O trabalho desenvolvido teve como principal objetivo a quantificação dos impactos ambientais decorrentes do processo produtivo de bife dianteiro de novilho, o produto mais vendido pela empresa de carnes, recorrendo a duas metodologias amplamente reconhecidas: a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e o Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GEE). Numa primeira etapa, procedeu-se à descrição da unidade operativa, dos processos e dos fluxos associados ao produto. Depois, estabeleceu-se o objetivo e âmbito do projeto, definiu-se a unidade funcional, uma cuvete de bife dianteiro de novilho, e delimitou-se o sistema, utilizando a abordagem "gate-to-gate". A metodologia eleita para conduzir a avaliação de impactos foi a ReCiPe, implementada por meio do software GaBi, com base de dados proveniente da Ecoinvent. Posteriormente, procedeu-se ao inventário do ciclo de vida (ICV) associado ao processo produtivo do bife, sendo que a recolha de dados teve por base o presente ano. Adicionalmente, procedeu-se à realização de um estudo da pegada de carbono associada ao mesmo produto, utilizando o protocolo GEE como abordagem metodológica. Através da avaliação dos impactos ambientais associados a todas as categorias contempladas pela metodologia ReCiPe, constatou-se que a matéria-prima utilizada no processo, a carcaça de novilho, é o fator com maior carga ambiental, ainda que os consumos energéticos e as fugas de Gases Fluorados com Efeito de Estufa (GFEE) também representem um contributo substancial para os impactos ambientais. Pelo protocolo GEE, constatou-se que a matéria-prima também é o fator que mais contribuiu para as emissões de GEE, corroborando os resultados da ACV. Pela metodologia ACV, concluiu-se que uma cuvete de bife dianteiro de novilho liberta aproximadamente 1803 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq), enquanto pelo protocolo GEE, a produção desse mesmo produto liberta 54090 kg CO₂eq. A diferença nos valores obtidos resulta da utilização de diferentes fatores de ponderação entre metodologias e do facto do protocolo GEE se concentrar apenas nas emissões GEE.
Autores principais:Freitas, Isabel Cristina Cibrão
Assunto:Impacto ambiental Avaliação de ciclo de vida Pegada de carbono Environmental impact Life cycle assessment Carbon footprint
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Atualmente, há uma crescente sensibilização sobre a importância da sustentabilidade nas empresas, impulsionada pelas preferências dos consumidores, exigências regulatórias e uma compreensão mais abrangente do impacto ambiental das suas atividades. O trabalho desenvolvido teve como principal objetivo a quantificação dos impactos ambientais decorrentes do processo produtivo de bife dianteiro de novilho, o produto mais vendido pela empresa de carnes, recorrendo a duas metodologias amplamente reconhecidas: a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e o Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GEE). Numa primeira etapa, procedeu-se à descrição da unidade operativa, dos processos e dos fluxos associados ao produto. Depois, estabeleceu-se o objetivo e âmbito do projeto, definiu-se a unidade funcional, uma cuvete de bife dianteiro de novilho, e delimitou-se o sistema, utilizando a abordagem "gate-to-gate". A metodologia eleita para conduzir a avaliação de impactos foi a ReCiPe, implementada por meio do software GaBi, com base de dados proveniente da Ecoinvent. Posteriormente, procedeu-se ao inventário do ciclo de vida (ICV) associado ao processo produtivo do bife, sendo que a recolha de dados teve por base o presente ano. Adicionalmente, procedeu-se à realização de um estudo da pegada de carbono associada ao mesmo produto, utilizando o protocolo GEE como abordagem metodológica. Através da avaliação dos impactos ambientais associados a todas as categorias contempladas pela metodologia ReCiPe, constatou-se que a matéria-prima utilizada no processo, a carcaça de novilho, é o fator com maior carga ambiental, ainda que os consumos energéticos e as fugas de Gases Fluorados com Efeito de Estufa (GFEE) também representem um contributo substancial para os impactos ambientais. Pelo protocolo GEE, constatou-se que a matéria-prima também é o fator que mais contribuiu para as emissões de GEE, corroborando os resultados da ACV. Pela metodologia ACV, concluiu-se que uma cuvete de bife dianteiro de novilho liberta aproximadamente 1803 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq), enquanto pelo protocolo GEE, a produção desse mesmo produto liberta 54090 kg CO₂eq. A diferença nos valores obtidos resulta da utilização de diferentes fatores de ponderação entre metodologias e do facto do protocolo GEE se concentrar apenas nas emissões GEE.