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Direito à morte e morte digna: os valores da sociedade moderna e a forma de se entender a morte

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este texto analisa a relação entre os valores da sociedade moderna e a perceção da morte, destacando a importância crescente da autonomia individual e dos valores pós-materialistas nas sociedades atuais. Aponta para uma mudança cultural significativa, com uma diminuição da influência da moral e da religião tradicionais, virando o foco para a autorrealização e a participação social. Aborda como a individualização e a valorização da autonomia pessoal têm transformado a vivência religiosa e a compreensão da morte, tornando-as experiências mais privadas e socialmente menos visíveis. O texto questiona as implicações destas mudanças nos direitos a uma morte digna, ponderando os direitos individuais face aos valores inerentes à natureza humana. Destaca, ainda, que a religião mantém o seu papel na estruturação do entendimento da morte, enfatizando valores como a liberdade, a responsabilidade e a solidariedade, essenciais à dignidade humana. Além disso, discute a complexidade do cuidado, a sua natureza multidisciplinar e a eutanásia, vista como uma forma de aliviar o sofrimento, mas que levanta questões éticas, morais e legais. A legalização da eutanásia é examinada, bem como as condições necessárias para a sua prática. Conclui refletindo sobre a tensão entre os direitos individuais e os valores coletivos na sociedade ocidental moderna, sugerindo uma revisão dos princípios que regem o direito à morte digna.
Autores principais:Duque, Eduardo Jorge Gomes Costa
Assunto:Morte Sociedade Eutanásia Religião Liberdade Dignidade da pessoa
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este texto analisa a relação entre os valores da sociedade moderna e a perceção da morte, destacando a importância crescente da autonomia individual e dos valores pós-materialistas nas sociedades atuais. Aponta para uma mudança cultural significativa, com uma diminuição da influência da moral e da religião tradicionais, virando o foco para a autorrealização e a participação social. Aborda como a individualização e a valorização da autonomia pessoal têm transformado a vivência religiosa e a compreensão da morte, tornando-as experiências mais privadas e socialmente menos visíveis. O texto questiona as implicações destas mudanças nos direitos a uma morte digna, ponderando os direitos individuais face aos valores inerentes à natureza humana. Destaca, ainda, que a religião mantém o seu papel na estruturação do entendimento da morte, enfatizando valores como a liberdade, a responsabilidade e a solidariedade, essenciais à dignidade humana. Além disso, discute a complexidade do cuidado, a sua natureza multidisciplinar e a eutanásia, vista como uma forma de aliviar o sofrimento, mas que levanta questões éticas, morais e legais. A legalização da eutanásia é examinada, bem como as condições necessárias para a sua prática. Conclui refletindo sobre a tensão entre os direitos individuais e os valores coletivos na sociedade ocidental moderna, sugerindo uma revisão dos princípios que regem o direito à morte digna.