Publicação
Políticas e práticas de diferenciação e inclusão curricular em Moçambique
| Resumo: | O estudo sobre Políticas e Práticas de Diferenciação e Inclusão Curricular em Moçambique conferiu papel de destaque aos documentos reguladores, enquanto promotores da diferenciação e inclusão escolar, das crianças com necessidades educativas especiais, bem como nas conceções do professor como agente condutor, difusor e incentivador da educação inclusiva na sala de aula. É nesta sequência que se enquadra a problemática da investigação, traduzida na seguinte questão: De que modo é feita a diferenciação e inclusão das crianças com Necessidades Educativas Especiais ao longo das práticas pedagógicas dos professores de 5ª classe (2º Ciclo) na disciplina de Português do Ensino Básico de Moçambique? Em função deste problema, formulámos os seguintes objetivos: a)Averiguar a abordagem da educação inclusiva nos principais documentos normativos de educação e a inclusão das crianças com NEE no 2º Ciclo do Ensino Básico moçambicano. b) Identificar: as perceções dos professores do 2º ciclo do Ensino Básico moçambicano sobre a diferenciação Pedagógica enquanto meio de promoção da Inclusão Escolar. c) Identificar as estratégias usadas pelos professores para diferenciar e Incluir crianças com necessidades educativas especiais (NEE). d) Identificar os desafios e oportunidades que o Ensino Básico moçambicano coloca aos professores e à escola face a Diferenciação e Inclusão Escolar. Metodologicamente, a investigação foi conduzida pelo estudo de caso, efetuado nas províncias de Maputo e Maputo Cidade, nas escolas do Ensino Básico dos Distritos de Marracuene, Manhiça e Chamaculo. Para a recolha de dados, usámos as seguintes técnicas: entrevista (n=6) a professores do 2º ciclo do EB, Formadores (n=4) dos IFP‟s e Técnicos Pedagógicos (n=2) dos níveis macro e micro. Utilizámos, também a observação de aulas aos mesmos professores entrevistados e analisamos os seus discursos, as suas práticas, assim como a sua relação com os alunos. Na análise documental, centrámos a atenção para os principais documentos normativos do país e do setor educacional, nomeadamente: Lei do Sistema Nacional de Educação (a antiga e a revista); Política Nacional de Educação e Estratégias de Implementação; Plano Estratégico de Educação e Cultura 2006-2010/11; Plano Curricular do Ensino Básico; Regulamento Geral do Ensino Básico; Programa de Formação de Professores Primários, Regulamento Geral dos Institutos de Formação de Professores Primários; Programa e Manuais de Português do 2º ciclo do Ensino Básico e Orientações e Tarefas Escolares Obrigatórias. Em termos de resultados, a realização deste estudo empírico permitiu constatar que a legislação é clara quanto à necessidade da implementação do ensino inclusivo mas ainda não foram criadas condições materiais, financeiras e humanas (professores qualificados) para efetivo e pleno funcionamento no país. A educação inclusiva requer condições específicas, que atualmente o país não reúne, apesar dos esforços que o governo tem vindo a evidenciar. |
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| Autores principais: | Mandlate, Mónica Simão |
| Assunto: | Inclusão escolar Diferenciação pedagógica Necessidades educativas especiais School inclusion Pedagogic differentiation Special educational needs |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O estudo sobre Políticas e Práticas de Diferenciação e Inclusão Curricular em Moçambique conferiu papel de destaque aos documentos reguladores, enquanto promotores da diferenciação e inclusão escolar, das crianças com necessidades educativas especiais, bem como nas conceções do professor como agente condutor, difusor e incentivador da educação inclusiva na sala de aula. É nesta sequência que se enquadra a problemática da investigação, traduzida na seguinte questão: De que modo é feita a diferenciação e inclusão das crianças com Necessidades Educativas Especiais ao longo das práticas pedagógicas dos professores de 5ª classe (2º Ciclo) na disciplina de Português do Ensino Básico de Moçambique? Em função deste problema, formulámos os seguintes objetivos: a)Averiguar a abordagem da educação inclusiva nos principais documentos normativos de educação e a inclusão das crianças com NEE no 2º Ciclo do Ensino Básico moçambicano. b) Identificar: as perceções dos professores do 2º ciclo do Ensino Básico moçambicano sobre a diferenciação Pedagógica enquanto meio de promoção da Inclusão Escolar. c) Identificar as estratégias usadas pelos professores para diferenciar e Incluir crianças com necessidades educativas especiais (NEE). d) Identificar os desafios e oportunidades que o Ensino Básico moçambicano coloca aos professores e à escola face a Diferenciação e Inclusão Escolar. Metodologicamente, a investigação foi conduzida pelo estudo de caso, efetuado nas províncias de Maputo e Maputo Cidade, nas escolas do Ensino Básico dos Distritos de Marracuene, Manhiça e Chamaculo. Para a recolha de dados, usámos as seguintes técnicas: entrevista (n=6) a professores do 2º ciclo do EB, Formadores (n=4) dos IFP‟s e Técnicos Pedagógicos (n=2) dos níveis macro e micro. Utilizámos, também a observação de aulas aos mesmos professores entrevistados e analisamos os seus discursos, as suas práticas, assim como a sua relação com os alunos. Na análise documental, centrámos a atenção para os principais documentos normativos do país e do setor educacional, nomeadamente: Lei do Sistema Nacional de Educação (a antiga e a revista); Política Nacional de Educação e Estratégias de Implementação; Plano Estratégico de Educação e Cultura 2006-2010/11; Plano Curricular do Ensino Básico; Regulamento Geral do Ensino Básico; Programa de Formação de Professores Primários, Regulamento Geral dos Institutos de Formação de Professores Primários; Programa e Manuais de Português do 2º ciclo do Ensino Básico e Orientações e Tarefas Escolares Obrigatórias. Em termos de resultados, a realização deste estudo empírico permitiu constatar que a legislação é clara quanto à necessidade da implementação do ensino inclusivo mas ainda não foram criadas condições materiais, financeiras e humanas (professores qualificados) para efetivo e pleno funcionamento no país. A educação inclusiva requer condições específicas, que atualmente o país não reúne, apesar dos esforços que o governo tem vindo a evidenciar. |
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