Publicação
Análise postural e das exigências fisiológicas da movimentação de crianças em automóveis
| Resumo: | Com o objectivo de contribuir para uma melhoria em termos de saúde dos indivíduos que tenham que efectuar tarefas de manipulação de crianças em automóveis, o presente estudo pretende analisar e compreender a relação entre os factores biomecânicos envolvidos e o surgimento e prevalência de dores músculo-esqueléticas decorrentes da execução destas tarefas. A necessidade de investigar esta relação prende-se com o facto de, neste tipo de manipulação, existirem movimentos repetitivos e posturas essencialmente estáticas que exigem concentração. Foi realizada uma investigação de campo, de natureza descritiva e transversal, por meio de observação directa e indirecta, utilizando como instrumentos um questionário e uma máquina fotográfica digital. O questionário foi desenvolvido especificamente para este estudo, sendo composto por dados de identificação do indivíduo, questões (fechadas) relacionadas com o automóvel e o respectivo dispositivo de retenção de crianças, bem como a avaliação de dores músculo-esqueléticas. Os dados foram recolhidos a partir de uma amostra constituída por 32 inquiridos de ambos os sexos residentes na zona norte do país (Portugal Continental) e decorreu entre Abril e Julho de 2009. A análise e tratamento dos dados envolveu a aplicação da estatística descritiva simples, obtendo-se as medidas centrais e de dispersão das variáveis a analisar. A idade dos inquiridos varia entre os 19 e os 51 anos e, no que diz respeito ao género, a maior concentração (81%) corresponde ao sexo feminino. Através da análise dos resultados verificou-se que na avaliação do desconforto, as pontuações mais desfavoráveis foram atribuídas à zona da coluna (região cervical, dorsal e lombar). Complementarmente foram aplicados 2 métodos de avaliação ergonómica, nomeadamente o guia NIOSH para a avaliação das elevações e o método RULA. Após a aplicação do guia NIOSH verificou-se que o risco é classificado como “aceitável”, logo a tarefa de manipulação de crianças poderá ser realizada pela maior parte das pessoas sem lhe causar problemas de natureza músculo-esquelética. Para avaliar o risco de desenvolvimento de lesões músculo-esqueléticas, em particular pela necessidade de efectuar movimentos repetitivos e em posturas críticas, aplicou-se o método RULA. A aplicação deste método envolveu a análise de 4 posturas corporais distintas. Dos resultados obtidos, verificase que 3 destas posturas (posição inicial; intermédia e quase finalizada da tarefa) correspondem a um risco postural elevado, correspondendo a uma pontuação final de 7 que, segundo indicações do método, torna urgente fazer uma nova investigação, bem como alterar as condições de realização da tarefa. O factor que mais contribui para esta elevada pontuação tem a ver com as características do veículo, nomeadamente o espaço reduzido para aceder ao interior do mesmo, bem como para poder realizar a tarefa de manipular a criança. Por fim, aponta-se a necessidade de se continuar a investigar e a realizar mais estudos sobre a temática, dada a escassez de literatura sobre o tema, bem como pelo facto dos veículos ainda serem projectados e construídos sem se considerar devidamente a necessidade da realização das tarefas analisadas. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Luís Miguel Paralvas |
| Assunto: | Manipulação Crianças Automóveis Biomecânica Desconforto Dor Lesões músculo-esquelética Handling Children Cars Biomechanics Discomfort Pain Musculoskeletal |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Com o objectivo de contribuir para uma melhoria em termos de saúde dos indivíduos que tenham que efectuar tarefas de manipulação de crianças em automóveis, o presente estudo pretende analisar e compreender a relação entre os factores biomecânicos envolvidos e o surgimento e prevalência de dores músculo-esqueléticas decorrentes da execução destas tarefas. A necessidade de investigar esta relação prende-se com o facto de, neste tipo de manipulação, existirem movimentos repetitivos e posturas essencialmente estáticas que exigem concentração. Foi realizada uma investigação de campo, de natureza descritiva e transversal, por meio de observação directa e indirecta, utilizando como instrumentos um questionário e uma máquina fotográfica digital. O questionário foi desenvolvido especificamente para este estudo, sendo composto por dados de identificação do indivíduo, questões (fechadas) relacionadas com o automóvel e o respectivo dispositivo de retenção de crianças, bem como a avaliação de dores músculo-esqueléticas. Os dados foram recolhidos a partir de uma amostra constituída por 32 inquiridos de ambos os sexos residentes na zona norte do país (Portugal Continental) e decorreu entre Abril e Julho de 2009. A análise e tratamento dos dados envolveu a aplicação da estatística descritiva simples, obtendo-se as medidas centrais e de dispersão das variáveis a analisar. A idade dos inquiridos varia entre os 19 e os 51 anos e, no que diz respeito ao género, a maior concentração (81%) corresponde ao sexo feminino. Através da análise dos resultados verificou-se que na avaliação do desconforto, as pontuações mais desfavoráveis foram atribuídas à zona da coluna (região cervical, dorsal e lombar). Complementarmente foram aplicados 2 métodos de avaliação ergonómica, nomeadamente o guia NIOSH para a avaliação das elevações e o método RULA. Após a aplicação do guia NIOSH verificou-se que o risco é classificado como “aceitável”, logo a tarefa de manipulação de crianças poderá ser realizada pela maior parte das pessoas sem lhe causar problemas de natureza músculo-esquelética. Para avaliar o risco de desenvolvimento de lesões músculo-esqueléticas, em particular pela necessidade de efectuar movimentos repetitivos e em posturas críticas, aplicou-se o método RULA. A aplicação deste método envolveu a análise de 4 posturas corporais distintas. Dos resultados obtidos, verificase que 3 destas posturas (posição inicial; intermédia e quase finalizada da tarefa) correspondem a um risco postural elevado, correspondendo a uma pontuação final de 7 que, segundo indicações do método, torna urgente fazer uma nova investigação, bem como alterar as condições de realização da tarefa. O factor que mais contribui para esta elevada pontuação tem a ver com as características do veículo, nomeadamente o espaço reduzido para aceder ao interior do mesmo, bem como para poder realizar a tarefa de manipular a criança. Por fim, aponta-se a necessidade de se continuar a investigar e a realizar mais estudos sobre a temática, dada a escassez de literatura sobre o tema, bem como pelo facto dos veículos ainda serem projectados e construídos sem se considerar devidamente a necessidade da realização das tarefas analisadas. |
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