Publicação
Estabelecimento de uma metodologia de cultura in vitro visando a limpeza de infecções virais de material clonal de populações de Allium sativum L.
| Resumo: | O género Allium encontra-se distribuído por todo o mundo e é de grande importância económica. O alho (Allium sativum L.) é a segunda espécie mais importante deste género tanto pelo seu uso na dieta humana, como pelas suas propriedades terapêuticas. Um dos principais problemas que afectam a produtividades desta cultura e a qualidade do bolbo são as doenças virais sistémicas. Associações de vírus pertencentes aos géneros Potyvirus – Onion yellow dwarf virus e Leek yellow stripe virus - e Carlavirus – Garlic common latent virus e Shallot latent virus – são responsáveis pela doença designada por mosaico do alho. Devido a esta associação, a identificação individual de cada espécie de vírus presente na planta torna-se difícil. Outro vírus que afecta a cultura de A. sativum é o Tomato spotted wilt virus (TSWV). Este vírus pertence ao género Tospovírus e foi identificado pela primeira vez numa cultura do tomate na década de 1920. Com o objectivo de estabelecer uma metodologia de cultura in vitro a partir de material clonal de populações de A. sativum que proporcionasse uma elevada multiplicação de plantas isentas de infecções virais, testaram-se duas técnicas de cultura de tecidos - a cultura de meristemas e a cultura de discos basais - associadas a dois tratamentos antivirais - a termoterapia e/ou a quimioterapia. O material propagativo para o estabelecimento da cultura in vitro de A. sativum foi sujeito a temperaturas de 37 ou 45 °C e à presença ou ausência da ribavirina. O efeito dos tratamentos foi avaliado no desenvolvimento das plantas regeneradas e através de bioensaio usando extractos isolados destas plantas em espécies indicadoras específicas para as principais estirpes virais de A. sativum – alho-porro (Allium porrum L.) e alface (Lactuca sativa L.). A termoterapia e/ou a quimioterapia associada à cultura de tecidos, na generalidade, demonstraram ter influência sobre o número de plantas regeneradas e sobre o desenvolvimento das plantas em cultura in vitro, dependendo do genótipo da cultivar, entre outros factores. O diagnóstico das folhas recolhidas das plantas obtidas pela cultura in vitro foi realizado por microscopia electrónica de transmissão, sendo que, devido à morfologia isométrica, as partículas virais da espécie TSWV, quando presentes, foram as de mais fácil detecção. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Isabel Gomes da |
| Assunto: | Allium sativum Potyvirus Carlavírus Tospovirus Cultura de tecidos Quimioterapia Termoterapia Bioensaio Microscopia electrónica de transmissão Tissues culture Thermotherapy Chemotherapy Bioassay Transmission electron microscopy |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O género Allium encontra-se distribuído por todo o mundo e é de grande importância económica. O alho (Allium sativum L.) é a segunda espécie mais importante deste género tanto pelo seu uso na dieta humana, como pelas suas propriedades terapêuticas. Um dos principais problemas que afectam a produtividades desta cultura e a qualidade do bolbo são as doenças virais sistémicas. Associações de vírus pertencentes aos géneros Potyvirus – Onion yellow dwarf virus e Leek yellow stripe virus - e Carlavirus – Garlic common latent virus e Shallot latent virus – são responsáveis pela doença designada por mosaico do alho. Devido a esta associação, a identificação individual de cada espécie de vírus presente na planta torna-se difícil. Outro vírus que afecta a cultura de A. sativum é o Tomato spotted wilt virus (TSWV). Este vírus pertence ao género Tospovírus e foi identificado pela primeira vez numa cultura do tomate na década de 1920. Com o objectivo de estabelecer uma metodologia de cultura in vitro a partir de material clonal de populações de A. sativum que proporcionasse uma elevada multiplicação de plantas isentas de infecções virais, testaram-se duas técnicas de cultura de tecidos - a cultura de meristemas e a cultura de discos basais - associadas a dois tratamentos antivirais - a termoterapia e/ou a quimioterapia. O material propagativo para o estabelecimento da cultura in vitro de A. sativum foi sujeito a temperaturas de 37 ou 45 °C e à presença ou ausência da ribavirina. O efeito dos tratamentos foi avaliado no desenvolvimento das plantas regeneradas e através de bioensaio usando extractos isolados destas plantas em espécies indicadoras específicas para as principais estirpes virais de A. sativum – alho-porro (Allium porrum L.) e alface (Lactuca sativa L.). A termoterapia e/ou a quimioterapia associada à cultura de tecidos, na generalidade, demonstraram ter influência sobre o número de plantas regeneradas e sobre o desenvolvimento das plantas em cultura in vitro, dependendo do genótipo da cultivar, entre outros factores. O diagnóstico das folhas recolhidas das plantas obtidas pela cultura in vitro foi realizado por microscopia electrónica de transmissão, sendo que, devido à morfologia isométrica, as partículas virais da espécie TSWV, quando presentes, foram as de mais fácil detecção. |
|---|