Publicação
Caraterização refrativa, ocular e visual dos novos estudantes da Universidade do Minho
| Resumo: | Objetivo: Avaliar a refração, dimensões oculares e a visão de uma amostra representativa dos novos estudantes que ingressaram na Universidade do Minho no ano académico 2016-17. Foi ainda realizada uma análise descritiva dos parâmetros avaliados, analisada a prevalência das ametropias na população de jovens adultos, foram relacionados os parâmetros refrativos avaliados nos diferentes grupos refrativos e, por fim, foi determinado se a área científica de ingresso influencia o estado refrativo. Amostra: A população em estudo estava composta por 847 estudantes, dos quais 516 eram género feminino e 331 do género masculino, com idades compreendidas entre os 17 e 30 anos. Métodos: O protocolo clínico incluiu determinar o erro refrativo e o valor dos raios de curvatura através do autorrefratómetro de campo aberto; obter o comprimento axial através da biometria de coerência óptica; determinar o estado fórico através da asa de maddox. Os alunos também preencheram um inquérito sobre os dados pessoais de forma a fazer o enquadramento da região, idade e da área científica; todos os procedimentos foram realizados através de métodos não invasivos. Resultados: A partir da amostra em estudo verificamos que a emetropia é o estado refrativo mais prevalente (59,4% e 54,3% no OD e OE, respetivamente), seguindo-se a miopia < -0,50D (29,9% e 26,4% OD e OE) e, por fim, com uma menor prevalência a hipermetropia >+0,50D (10,7% e 19,2% OD e OE). O astigmatismo ≥0,25D foi encontrado em 769 alunos (90,79%), com uma maioria de casos de astigmatismo à regra (73,0% no OD e 63,4% no OE). A anisometropia ≥1,50D incide em 38 alunos (4,5%) com uma maior ocorrência em míopes. Existem diferenças nos componentes visuais entre géneros, sendo que o género feminino é mais míope. Ao avaliar o estado fórico foi encontrado que 449 alunos (43,0%) são endofóricos. Os inquéritos avaliados revelam que 599 alunos (70,7%) entraram em cursos de área científica e tecnológica. Os resultados analisados apoiam que alunos míopes possuem valores de CA significativamente superiores (média de 24,49±1,10mm) às restantes ametropias e são mais endofóricos (média de -0,16±3,47Δ). Conclusão: Concluiu-se que a prevalência de miopia foi superior a muitos estudos analisados e que abrangeram faixas etárias similares; que os adolescentes míopes são mais endofóricos; a anisometropia é maior nos míopes e a área científica de ingresso não condiciona os parâmetros refrativos nem biométricos de forma clinicamente relevante. |
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| Autores principais: | Brandão, Diana Pereira Calheiros |
| Assunto: | Ciências Naturais::Ciências Físicas |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Objetivo: Avaliar a refração, dimensões oculares e a visão de uma amostra representativa dos novos estudantes que ingressaram na Universidade do Minho no ano académico 2016-17. Foi ainda realizada uma análise descritiva dos parâmetros avaliados, analisada a prevalência das ametropias na população de jovens adultos, foram relacionados os parâmetros refrativos avaliados nos diferentes grupos refrativos e, por fim, foi determinado se a área científica de ingresso influencia o estado refrativo. Amostra: A população em estudo estava composta por 847 estudantes, dos quais 516 eram género feminino e 331 do género masculino, com idades compreendidas entre os 17 e 30 anos. Métodos: O protocolo clínico incluiu determinar o erro refrativo e o valor dos raios de curvatura através do autorrefratómetro de campo aberto; obter o comprimento axial através da biometria de coerência óptica; determinar o estado fórico através da asa de maddox. Os alunos também preencheram um inquérito sobre os dados pessoais de forma a fazer o enquadramento da região, idade e da área científica; todos os procedimentos foram realizados através de métodos não invasivos. Resultados: A partir da amostra em estudo verificamos que a emetropia é o estado refrativo mais prevalente (59,4% e 54,3% no OD e OE, respetivamente), seguindo-se a miopia < -0,50D (29,9% e 26,4% OD e OE) e, por fim, com uma menor prevalência a hipermetropia >+0,50D (10,7% e 19,2% OD e OE). O astigmatismo ≥0,25D foi encontrado em 769 alunos (90,79%), com uma maioria de casos de astigmatismo à regra (73,0% no OD e 63,4% no OE). A anisometropia ≥1,50D incide em 38 alunos (4,5%) com uma maior ocorrência em míopes. Existem diferenças nos componentes visuais entre géneros, sendo que o género feminino é mais míope. Ao avaliar o estado fórico foi encontrado que 449 alunos (43,0%) são endofóricos. Os inquéritos avaliados revelam que 599 alunos (70,7%) entraram em cursos de área científica e tecnológica. Os resultados analisados apoiam que alunos míopes possuem valores de CA significativamente superiores (média de 24,49±1,10mm) às restantes ametropias e são mais endofóricos (média de -0,16±3,47Δ). Conclusão: Concluiu-se que a prevalência de miopia foi superior a muitos estudos analisados e que abrangeram faixas etárias similares; que os adolescentes míopes são mais endofóricos; a anisometropia é maior nos míopes e a área científica de ingresso não condiciona os parâmetros refrativos nem biométricos de forma clinicamente relevante. |
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