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Organizações não-governamentais na lógica da profissionalização institucional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho é baseado no desenvolvimento da tese de doutoramento em sociologia (UMinho-Portugal / UFPE-Brasil) que visa analisar quais as consequências do atual fluxo de profissionalização institucional das ONGs para estas entidades. Para tanto, os objetivos específicos que circundam esta dimensão são: 1. Examinar como se constroem as divisões de trabalho, a especialização e a busca por profissionalização dentro de diferentes tipos de ONGs; 1.1 Verificar por quem e como são definidas as agendas das ONGs; 1.2 Examinar se diferentes tipos de ONGs tendem a compor diferentes tipos de profissionalização nas entidades. 2. Investigar as perspectivas que os agentes das ONGs e seus financiadores têm sobre o atual processo de profissionalização; 2.1. Analisar como são construídas as noções éticas sobre a captação de recursos para as ONGs entre os agentes atuantes nessas organizações e seus financiadores e como tais noções se manifestam no cotidiano das entidades; 3. Verificar quais os vínculos entre a sustentabilidade financeira e a profissionalização dessas organizações; 3.1. Investigar o tipo de relação que as ONGs mantêm com os financiadores do Estado, do Mercado e do Terceiro Sector (agências internacionais etc) e; 3.2. Analisar se as relações com os demais sectores e o modo de obter sustentabilidade financeira provocam perda de autonomia nas ONGs e o que isto significa para as instituições; o que significa, em termos práticos, uma ONG considerar-se ou ser considerada autônoma. Nesta investigação, percebemos que o mesmo problema sociológico se dava no Brasil e em Portugal, ainda que de maneiras e escalas distintas, o que nos fez propor um estudo conjunto, com subsídios comparativos complementares. Com recurso aos resultados preliminares da investigação em andamento, em particular a partir das observações de estudos de casos nos dois países, pudemos perceber elementos que tendiam a se tornar ocultos quando nos centramos exclusivamente em realidades locais, como o caso de um recorte espacial que considerasse apenas Brasil ou Portugal. Assim, pretendemos contribuir para a visibilização de processos que sustentam proximidades e/ ou especificidades que se registam quando se confrontam realidades sócio-históricas e espaciais distintas.
Autores principais:Marques, Ana Paula
Outros Autores:Melo, Marina
Assunto:Profissionalização Terceiro Sector Organizações Não-Governamentais Profissionalization Third Sector Non-Governamental Organizations Trabalho digno e crescimento económico
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente trabalho é baseado no desenvolvimento da tese de doutoramento em sociologia (UMinho-Portugal / UFPE-Brasil) que visa analisar quais as consequências do atual fluxo de profissionalização institucional das ONGs para estas entidades. Para tanto, os objetivos específicos que circundam esta dimensão são: 1. Examinar como se constroem as divisões de trabalho, a especialização e a busca por profissionalização dentro de diferentes tipos de ONGs; 1.1 Verificar por quem e como são definidas as agendas das ONGs; 1.2 Examinar se diferentes tipos de ONGs tendem a compor diferentes tipos de profissionalização nas entidades. 2. Investigar as perspectivas que os agentes das ONGs e seus financiadores têm sobre o atual processo de profissionalização; 2.1. Analisar como são construídas as noções éticas sobre a captação de recursos para as ONGs entre os agentes atuantes nessas organizações e seus financiadores e como tais noções se manifestam no cotidiano das entidades; 3. Verificar quais os vínculos entre a sustentabilidade financeira e a profissionalização dessas organizações; 3.1. Investigar o tipo de relação que as ONGs mantêm com os financiadores do Estado, do Mercado e do Terceiro Sector (agências internacionais etc) e; 3.2. Analisar se as relações com os demais sectores e o modo de obter sustentabilidade financeira provocam perda de autonomia nas ONGs e o que isto significa para as instituições; o que significa, em termos práticos, uma ONG considerar-se ou ser considerada autônoma. Nesta investigação, percebemos que o mesmo problema sociológico se dava no Brasil e em Portugal, ainda que de maneiras e escalas distintas, o que nos fez propor um estudo conjunto, com subsídios comparativos complementares. Com recurso aos resultados preliminares da investigação em andamento, em particular a partir das observações de estudos de casos nos dois países, pudemos perceber elementos que tendiam a se tornar ocultos quando nos centramos exclusivamente em realidades locais, como o caso de um recorte espacial que considerasse apenas Brasil ou Portugal. Assim, pretendemos contribuir para a visibilização de processos que sustentam proximidades e/ ou especificidades que se registam quando se confrontam realidades sócio-históricas e espaciais distintas.