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Reforma curricular em Timor-Leste : estudo exploratório sobre a disciplina de ciências físico-naturais no ensino básico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Como o próprio título indica, este estudo enquadra-se no âmbito da atual reforma curricular do 3º ciclo do Ensino Básico, especificamente ao nível da disciplina de Ciências Físico-Naturais do 7º ano de escolaridade. Como objetivos do trabalho procurámos: (i) conhecer as opiniões dos professores do 3º Ciclo do Ensino Básico sobre a Reforma Curricular em curso, em Timor-Leste; (ii) analisar as principais diferenças entre o anterior e o atual programa de Ciências Físico-Naturais, do 7º ano de escolaridade; (iii) compreender como é que os professores de Ciências Físico-Naturais, do 3º ciclo do Ensino Básico, se têm adaptado à mudança do programa desta disciplina; (iv) identificar as principais dificuldades e/ou constrangimentos com que os professores se deparam na implementação do novo programa de Ciências Físico-Naturais, no 7º ano de escolaridade. Para o efeito, realizou‐se um estudo exploratório de natureza qualitativa. Os participantes foram cinco diretores das escolas, um diretor geral do currículo da Escola Básica e seis professores que lecionam a disciplina de Ciências Físico- Naturais no 7º ano, em escolas situadas na área de distrito de Díli, capital de Timor- Leste. Como métodos de recolha de dados recorremos à entrevista semiestruturada e à análise documental. Em termos de resultados, nota-se que a principal finalidade desta reforma foi a criação dum novo currículo nacional após da independência, o que implicou uma mudança da organização curricular, dos planos curriculares e dos conteúdos da disciplina de Ciências Físico-Naturais. Também se constata a mudança do nome da disciplina, que o nome era Ciência Natureza e agora mudou-se a ser Ciências Físico- Naturais e a mudança do início do ano letivo que passou do mês de agosto para janeiro bem como a mudança de sistema avaliação da aprendizagem. Em termos de resultados, nomeadamente acerca da implementação do novo programa na disciplina de Ciências Físico-Naturais, verificamos que os professores se debatem com dificuldades sobretudo ao nível da língua, uma vez que a língua portuguesa só recentemente foi adotada como língua oficial, com a falta de materiais escolares, de laboratórios que permitam concretizar a vertente experimental do programa e de material informático. Perante estes constrangimentos, a formação contínua de professores, tanto a nível científico como a nível pedagógico-didático, é mais do que nunca necessária.
Autores principais:Cardoso, Maria Lourdes
Assunto:Reforma curricular Currículo nacional Programa de CFN
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Como o próprio título indica, este estudo enquadra-se no âmbito da atual reforma curricular do 3º ciclo do Ensino Básico, especificamente ao nível da disciplina de Ciências Físico-Naturais do 7º ano de escolaridade. Como objetivos do trabalho procurámos: (i) conhecer as opiniões dos professores do 3º Ciclo do Ensino Básico sobre a Reforma Curricular em curso, em Timor-Leste; (ii) analisar as principais diferenças entre o anterior e o atual programa de Ciências Físico-Naturais, do 7º ano de escolaridade; (iii) compreender como é que os professores de Ciências Físico-Naturais, do 3º ciclo do Ensino Básico, se têm adaptado à mudança do programa desta disciplina; (iv) identificar as principais dificuldades e/ou constrangimentos com que os professores se deparam na implementação do novo programa de Ciências Físico-Naturais, no 7º ano de escolaridade. Para o efeito, realizou‐se um estudo exploratório de natureza qualitativa. Os participantes foram cinco diretores das escolas, um diretor geral do currículo da Escola Básica e seis professores que lecionam a disciplina de Ciências Físico- Naturais no 7º ano, em escolas situadas na área de distrito de Díli, capital de Timor- Leste. Como métodos de recolha de dados recorremos à entrevista semiestruturada e à análise documental. Em termos de resultados, nota-se que a principal finalidade desta reforma foi a criação dum novo currículo nacional após da independência, o que implicou uma mudança da organização curricular, dos planos curriculares e dos conteúdos da disciplina de Ciências Físico-Naturais. Também se constata a mudança do nome da disciplina, que o nome era Ciência Natureza e agora mudou-se a ser Ciências Físico- Naturais e a mudança do início do ano letivo que passou do mês de agosto para janeiro bem como a mudança de sistema avaliação da aprendizagem. Em termos de resultados, nomeadamente acerca da implementação do novo programa na disciplina de Ciências Físico-Naturais, verificamos que os professores se debatem com dificuldades sobretudo ao nível da língua, uma vez que a língua portuguesa só recentemente foi adotada como língua oficial, com a falta de materiais escolares, de laboratórios que permitam concretizar a vertente experimental do programa e de material informático. Perante estes constrangimentos, a formação contínua de professores, tanto a nível científico como a nível pedagógico-didático, é mais do que nunca necessária.