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Avaliação de projetos de microgeração fotovoltaica na região Sudeste do Brasil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A energia solar fotovoltaica tem aumentado a sua participação na matriz energética mundial ao longo dos últimos anos e as perspectivas são que esta tendência continue acontecendo. Este crescimento pode ser explicado pelo aumento da preocupação dos países em diminuir a emissão dos gases do efeito estufa, pelos incentivos realizados pelos governos para a promoção desta fonte, pela constante queda dos custos iniciais dos sistemas fotovoltaicos (SFV) e aumento das tarifas de energia. O Brasil, além de possuir altos índices de irradiação solar e seguir a tendência de queda nos custos iniciais dos SFV, tem vivenciado uma alta nas tarifas de energia, que tornam os investimentos em microgeração fotovoltaica ainda mais atraentes. Entretanto, o número de instalações de painéis fotovoltaicos nos telhados das residências ainda não é expressivo. O presente trabalho busca analisar a viabilidade econômica da microgeração fotovoltaica para o Brasil com enfoque na região Sudeste, por ser a que apresenta maior concentração de renda do país e possui o maior número de instalações. Pretende-se ainda verificar as possíveis barreiras para a inserção desta tecnologia na matriz energética brasileira. Para isso, foi realizado um estudo de múltiplos casos, através de fluxos de caixa e uma análise quantitativa com indicadores financeiros. Foi verificado que todos as 9 cidades analisadas possuem viabilidade econômica, mas somente as cidades de Minas Gerais possuem paridade tarifaria. Esta viabilidade também foi confirmada pela Simulação de Monte Carlo realizada e apenas a cidade de São Paulo possui uma baixa probabilidade de obter o indicador do VAL (valor atual líquido) negativo. Também foi realizada uma análise de sensibilidade para verificar o impacto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado sobre a energia exportada à rede. Os resultados permitem concluir que a região Sudeste do país possui capacidade de exploração e crescimento para a microgeração fotovoltaica. Entretanto, além do Brasil apresentar as barreiras à inserção desta tecnologia também encontradas em outros países, tais como: custos da energia, falta de financiamento e falta de políticas energéticas, o país ainda apresenta a barreira da tributação do ICMS sobre a energia injetada na rede elétrica, que dificulta a inserção da microgeração fotovoltaica em residências.
Autores principais:Rocha, Bruna Cezário
Assunto:Energia solar Microgeração fotovoltaica Viabilidade econômica Barreiras Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) Solar energy Photovoltaic microgeneration Economic viability Barriers Integrated goods and service tax (ICMS)
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A energia solar fotovoltaica tem aumentado a sua participação na matriz energética mundial ao longo dos últimos anos e as perspectivas são que esta tendência continue acontecendo. Este crescimento pode ser explicado pelo aumento da preocupação dos países em diminuir a emissão dos gases do efeito estufa, pelos incentivos realizados pelos governos para a promoção desta fonte, pela constante queda dos custos iniciais dos sistemas fotovoltaicos (SFV) e aumento das tarifas de energia. O Brasil, além de possuir altos índices de irradiação solar e seguir a tendência de queda nos custos iniciais dos SFV, tem vivenciado uma alta nas tarifas de energia, que tornam os investimentos em microgeração fotovoltaica ainda mais atraentes. Entretanto, o número de instalações de painéis fotovoltaicos nos telhados das residências ainda não é expressivo. O presente trabalho busca analisar a viabilidade econômica da microgeração fotovoltaica para o Brasil com enfoque na região Sudeste, por ser a que apresenta maior concentração de renda do país e possui o maior número de instalações. Pretende-se ainda verificar as possíveis barreiras para a inserção desta tecnologia na matriz energética brasileira. Para isso, foi realizado um estudo de múltiplos casos, através de fluxos de caixa e uma análise quantitativa com indicadores financeiros. Foi verificado que todos as 9 cidades analisadas possuem viabilidade econômica, mas somente as cidades de Minas Gerais possuem paridade tarifaria. Esta viabilidade também foi confirmada pela Simulação de Monte Carlo realizada e apenas a cidade de São Paulo possui uma baixa probabilidade de obter o indicador do VAL (valor atual líquido) negativo. Também foi realizada uma análise de sensibilidade para verificar o impacto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado sobre a energia exportada à rede. Os resultados permitem concluir que a região Sudeste do país possui capacidade de exploração e crescimento para a microgeração fotovoltaica. Entretanto, além do Brasil apresentar as barreiras à inserção desta tecnologia também encontradas em outros países, tais como: custos da energia, falta de financiamento e falta de políticas energéticas, o país ainda apresenta a barreira da tributação do ICMS sobre a energia injetada na rede elétrica, que dificulta a inserção da microgeração fotovoltaica em residências.