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Imagens, fragmentos, ligações: sobre Short Movies de Gonçalo M. Tavares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O processo criativo de Gonçalo M. Tavares tende a um exercício frequente de economia ou de depuração verbal facilmente conciliável com a sua adesão à densidade e à intensidade do registo fragmentário encarado como nova epistemologia poética. Recorrendo ao conceito de 'frase-imagem' de Rancière com o qual nos propomos ler as 'curta-metragens' de Short Movies, ponderamos neste ensaio certos tipos de operações com as quais o autor produz literariamente experiências visuais e audiovisuais. Neste livro, o exercício sobre a relação entre escrita e imagem supõe um trabalho sobre a palavra que se faz contra a sua habitual função lógica e ordenadora, no sentido não de promover mas de restringir ou pelo menos de desestabilizar a discursividade e a interpretabilidade. Como se se pretendesse operar uma conversão das apetências narrativizadoras dos signos verbais e da sua capacidade para o "telling", nas aptidões ‘monstrativas’ da visualidade fílmica e do seu típico "showing".
Autores principais:Ribeiro, Eunice
Assunto:Gonçalo M. Tavares Cinema Frase-imagem Fragmento
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O processo criativo de Gonçalo M. Tavares tende a um exercício frequente de economia ou de depuração verbal facilmente conciliável com a sua adesão à densidade e à intensidade do registo fragmentário encarado como nova epistemologia poética. Recorrendo ao conceito de 'frase-imagem' de Rancière com o qual nos propomos ler as 'curta-metragens' de Short Movies, ponderamos neste ensaio certos tipos de operações com as quais o autor produz literariamente experiências visuais e audiovisuais. Neste livro, o exercício sobre a relação entre escrita e imagem supõe um trabalho sobre a palavra que se faz contra a sua habitual função lógica e ordenadora, no sentido não de promover mas de restringir ou pelo menos de desestabilizar a discursividade e a interpretabilidade. Como se se pretendesse operar uma conversão das apetências narrativizadoras dos signos verbais e da sua capacidade para o "telling", nas aptidões ‘monstrativas’ da visualidade fílmica e do seu típico "showing".