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Tecnologia móvel e sala de aula invertida na promoção da educação alimentar e nutricional na escola

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O acesso e distribuição das tecnologias móveis portáteis vêm aumentando, em especial o smartphone, que é atualmente o principal meio de acesso à internet para a grande maioria dos estudantes brasileiros. Novas oportunidades de aprendizagem surgem através desses dispositivos, independente de um espaço ou momento específicos. Nesse contexto, as novas exigências do século XXI têm sugerido práticas pedagógicas que tragam o papel ativo para o aluno, para que se acompanhe as necessidades de formação e capacitação deles. Diante disso, considerando ainda as baixas frequência e eficácia de ações de educação alimentar e nutricional (EAN) nas escolas, com uso predominante de recursos educativos pouco inovadores, este estudo buscou entender como a utilização de dispositivos móveis e sala de aula invertida (SAI) contribui para a promoção da EAN em alunos do ensino médio do IFRN. A pesquisa foi delineada a partir de uma abordagem qualitativa do tipo descritiva, utilizando-se de questionário, observação não participante naturalista, grupo focal e entrevista conversacional como instrumentos de recolha de dados. Participaram do estudo 23 alunos de ensino médio-integrado. A pesquisa mostrou que, a partir das percepções dos estudantes principalmente, utilizar-se de tecnologias móveis, como os smartphones e tablets, aliadas a SAI contribuiu de forma significativa no processo educativo. A mobilidade da aprendizagem possibilitou o acesso aos conteúdos em lugares e momentos variados, otimizando o tempo dedicado ao estudo. Por serem familiares, acessíveis e próximas a vida cotidiana do aluno, permitiram uma ampliação dos espaços e tempo de aprendizagem e maior contato com os conteúdos. A SAI possibilitou o aluno aprender no próprio ritmo e o acesso prévio aos conteúdos, contribuindo para a formação de dúvidas; permitiu ainda maior interação e participação ativa em sala de aula. Surgiram algumas preocupações e dificuldades, como a possível distração durante o estudo com celulares; dificuldades de acesso à internet; dificuldade de tempo e esquecimento para realizar as lições online e receios quanto a mudança metodológica. Foram identificados também indícios da aprendizagem dos conteúdos e do desenvolvimento do senso crítico nos alunos, bem como indícios de prática e de desenvolvimento da autonomia de uma alimentação saudável.
Autores principais:Savir, Paulo André Holanda
Assunto:Aprendizagem móvel Educação alimentar e nutricional (EAN) Sala de aula invertida (SAI) Saúde Tecnologia móvel Flipped classroom Food and nutrition education Health Mobile learning Mobile technology
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O acesso e distribuição das tecnologias móveis portáteis vêm aumentando, em especial o smartphone, que é atualmente o principal meio de acesso à internet para a grande maioria dos estudantes brasileiros. Novas oportunidades de aprendizagem surgem através desses dispositivos, independente de um espaço ou momento específicos. Nesse contexto, as novas exigências do século XXI têm sugerido práticas pedagógicas que tragam o papel ativo para o aluno, para que se acompanhe as necessidades de formação e capacitação deles. Diante disso, considerando ainda as baixas frequência e eficácia de ações de educação alimentar e nutricional (EAN) nas escolas, com uso predominante de recursos educativos pouco inovadores, este estudo buscou entender como a utilização de dispositivos móveis e sala de aula invertida (SAI) contribui para a promoção da EAN em alunos do ensino médio do IFRN. A pesquisa foi delineada a partir de uma abordagem qualitativa do tipo descritiva, utilizando-se de questionário, observação não participante naturalista, grupo focal e entrevista conversacional como instrumentos de recolha de dados. Participaram do estudo 23 alunos de ensino médio-integrado. A pesquisa mostrou que, a partir das percepções dos estudantes principalmente, utilizar-se de tecnologias móveis, como os smartphones e tablets, aliadas a SAI contribuiu de forma significativa no processo educativo. A mobilidade da aprendizagem possibilitou o acesso aos conteúdos em lugares e momentos variados, otimizando o tempo dedicado ao estudo. Por serem familiares, acessíveis e próximas a vida cotidiana do aluno, permitiram uma ampliação dos espaços e tempo de aprendizagem e maior contato com os conteúdos. A SAI possibilitou o aluno aprender no próprio ritmo e o acesso prévio aos conteúdos, contribuindo para a formação de dúvidas; permitiu ainda maior interação e participação ativa em sala de aula. Surgiram algumas preocupações e dificuldades, como a possível distração durante o estudo com celulares; dificuldades de acesso à internet; dificuldade de tempo e esquecimento para realizar as lições online e receios quanto a mudança metodológica. Foram identificados também indícios da aprendizagem dos conteúdos e do desenvolvimento do senso crítico nos alunos, bem como indícios de prática e de desenvolvimento da autonomia de uma alimentação saudável.