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A teoria estética de Adorno: Quo vadis?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A teoria estética de Adorno é perspetivada como um modelo de pensamento que possui uma caraterística muito peculiar que tem em comum com outras teorias da modernidade: que a razão não é capaz de ultrapassar aporias que lhe são necessária e essencialmente inerentes. Estas aporias que remontam a uma distinção feita por Humboldt entre poder sistémico e poder individual, constituem um desafio crucial para a filosofia da modernidade. Combatendo os autores que, de uma ou outra forma, se rendem à tentação de diluir estas aporias, Adorno zelou pela necessidade e pelo dever de suster a paradoxalidade da existência humana e do uso da razão. É precisamente esse ímpeto que confere à estética de Adorno a peculiaridade de uma filosofia/dialética negativa que se pauta não só no domínio estritamente estético, mas também e sobretudo no domínio político. Remontando também a Humboldt, as críticas das segunda e terceira gerações da própria Escola de Frankfurt feitas a Adorno promulgam um modelo de pensamento que se carateriza pela primazia dada ao diálogo e à razão comunicativa. Sugere-se que o conflito entre os modelos de pensamento de Adorno e de Habermas ainda não terminou.
Autores principais:Sylla, Bernhard
Assunto:Adorno Teoria estética Dialética negativa Escola de Frankfurt Habermas Aesthetic theory Negative dialectics Frankfurt School
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A teoria estética de Adorno é perspetivada como um modelo de pensamento que possui uma caraterística muito peculiar que tem em comum com outras teorias da modernidade: que a razão não é capaz de ultrapassar aporias que lhe são necessária e essencialmente inerentes. Estas aporias que remontam a uma distinção feita por Humboldt entre poder sistémico e poder individual, constituem um desafio crucial para a filosofia da modernidade. Combatendo os autores que, de uma ou outra forma, se rendem à tentação de diluir estas aporias, Adorno zelou pela necessidade e pelo dever de suster a paradoxalidade da existência humana e do uso da razão. É precisamente esse ímpeto que confere à estética de Adorno a peculiaridade de uma filosofia/dialética negativa que se pauta não só no domínio estritamente estético, mas também e sobretudo no domínio político. Remontando também a Humboldt, as críticas das segunda e terceira gerações da própria Escola de Frankfurt feitas a Adorno promulgam um modelo de pensamento que se carateriza pela primazia dada ao diálogo e à razão comunicativa. Sugere-se que o conflito entre os modelos de pensamento de Adorno e de Habermas ainda não terminou.