Publicação
Estudo da disparidade de fixação numa população clínica
| Resumo: | O uso exagerado de novas tecnologias, implica um esforço excessivo/contínuo da acomodação e vergência na visão ao perto. Uma vez que não há consenso entre os investigadores sobre a correlação da Disparidade de Fixação (DF) com as heteroforias dissociadas, na visão ao perto (VP), é importante realizar um estudo que determine realmente a significância da sua medição. Em vários estudos comprovou-se que a DF é um bom diagnóstico de disfunções de visão binocular, expondo ser melhor do que a medição do valor da heteroforia dissociada. Em muitos casos a DF é a causa da astenopia e outros sintomas não detetados com outros exames. Assim sendo, analisou-se uma população clínica de 55 indivíduos, dos quais 36 do sexo feminino e 19 do sexo masculino. As idades estão compreendidas entre os 9 e 68 anos. As medidas foram obtidas no gabinete de optometria da Ótica O Palácio. Numa primeira fase os pacientes realizaram o questionário CISS modificado, avaliação da refração e realização dos testes de visão binocular. Após a análise dos dados obtidos, verificou-se que um individuo emetrope tem maior associação com orto disparidade e menor associação com exo disparidade; no caso de um hipermetrope há maior associação com orto disparidade. Tal como a heteroforia dissociada aumenta com o aumento da idade. Não se constatou correlação entre a DF e indivíduos assintomáticos e sintomáticos, isto significa que não houve qualquer correlação entre o valor dos sintomas e o valor da DF. Também não foi possível estabelecer nenhuma associação estatisticamente significativa do sentido da DF, isto é orto disparidade, endo disparidade e exo disparidade, com os indivíduos sintomáticos. |
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| Autores principais: | Alves, Juliana Marques |
| Assunto: | Disparidade de Fixação Heteroforia Heteroforia associada à DF Teste de Saladin Fixation Disparity Heterophoria Heterophoria associated with FD Saladin Test |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O uso exagerado de novas tecnologias, implica um esforço excessivo/contínuo da acomodação e vergência na visão ao perto. Uma vez que não há consenso entre os investigadores sobre a correlação da Disparidade de Fixação (DF) com as heteroforias dissociadas, na visão ao perto (VP), é importante realizar um estudo que determine realmente a significância da sua medição. Em vários estudos comprovou-se que a DF é um bom diagnóstico de disfunções de visão binocular, expondo ser melhor do que a medição do valor da heteroforia dissociada. Em muitos casos a DF é a causa da astenopia e outros sintomas não detetados com outros exames. Assim sendo, analisou-se uma população clínica de 55 indivíduos, dos quais 36 do sexo feminino e 19 do sexo masculino. As idades estão compreendidas entre os 9 e 68 anos. As medidas foram obtidas no gabinete de optometria da Ótica O Palácio. Numa primeira fase os pacientes realizaram o questionário CISS modificado, avaliação da refração e realização dos testes de visão binocular. Após a análise dos dados obtidos, verificou-se que um individuo emetrope tem maior associação com orto disparidade e menor associação com exo disparidade; no caso de um hipermetrope há maior associação com orto disparidade. Tal como a heteroforia dissociada aumenta com o aumento da idade. Não se constatou correlação entre a DF e indivíduos assintomáticos e sintomáticos, isto significa que não houve qualquer correlação entre o valor dos sintomas e o valor da DF. Também não foi possível estabelecer nenhuma associação estatisticamente significativa do sentido da DF, isto é orto disparidade, endo disparidade e exo disparidade, com os indivíduos sintomáticos. |
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