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Notícias sobre cancro : intertextualidade, dialogismo e poder social

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste estudo identificamos as vozes — aqueles cuja fala ou escrita é representada — usadas nas histórias sobre cancro publicadas em jornais nacionais durante o primeiro semestre do ano de 2010, e analisamos o modo como são usadas, com que propósitos e a sua ordenação e hierarquização (FAIRCLOUGH, 1995). A intertextualidade das notícias e os tipos de dialogismo presentes (BAKTHINE, 1981; KRISTEVA, 1986; MOIRAND, 2007), são explorados a partir de um leque de traços linguísticos, seleccionados de acordo com os nossos diferentes objectivos e adequados ao género de discurso em causa, a notícia (e.g. VAN DIJK, 1988): vocabulário, citações, distribuição da informação através do texto, relações funcionais entre as frases, modalidade, metáforas, etc. (e.g. BAZERMAN, 2004; CALDAS-COULTHARD, 1994; KRESS & HODGE, 1979). Os resultados da análise efectuada mostram que as posições dos jornalistas variam segundo os temas em causa: em assuntos relacionados com a política pública face ao cancro, assumem uma posição crítica e mobilizadora; em assuntos relacionados com investigação e risco assumem papéis de maestro, de perito intermediário e de conselheiro, mas também uma posição de solidariedade com as e os leitores.
Autores principais:Coelho, Zara Pinto
Outros Autores:Lopes, Felisbela
Assunto:Discurso da noticia Cancro Análise crítica do discurso Intertextualidade
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Neste estudo identificamos as vozes — aqueles cuja fala ou escrita é representada — usadas nas histórias sobre cancro publicadas em jornais nacionais durante o primeiro semestre do ano de 2010, e analisamos o modo como são usadas, com que propósitos e a sua ordenação e hierarquização (FAIRCLOUGH, 1995). A intertextualidade das notícias e os tipos de dialogismo presentes (BAKTHINE, 1981; KRISTEVA, 1986; MOIRAND, 2007), são explorados a partir de um leque de traços linguísticos, seleccionados de acordo com os nossos diferentes objectivos e adequados ao género de discurso em causa, a notícia (e.g. VAN DIJK, 1988): vocabulário, citações, distribuição da informação através do texto, relações funcionais entre as frases, modalidade, metáforas, etc. (e.g. BAZERMAN, 2004; CALDAS-COULTHARD, 1994; KRESS & HODGE, 1979). Os resultados da análise efectuada mostram que as posições dos jornalistas variam segundo os temas em causa: em assuntos relacionados com a política pública face ao cancro, assumem uma posição crítica e mobilizadora; em assuntos relacionados com investigação e risco assumem papéis de maestro, de perito intermediário e de conselheiro, mas também uma posição de solidariedade com as e os leitores.