Publicação
O currículo do ensino técnico integrado ao ensino médio: Experiências de sociabilidade das juventudes numa instituição de educação profissional da Paraíba no Brasil
| Resumo: | A presente investigação intentou compreender a articulação entre a proposta curricular voltada para o Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio (ETIM) e as experiências de sociabilidade dos jovens no processo formativo, numa instituição de Educação Profissional da Paraíba, no Brasil. Importamo-nos em conhecer a tecitura propriamente dita das relações de amizades no currículo dessa formação. Teoricamente, ancoramo-nos no intercâmbio de repertórios entre autores do campo curricular, das juventudes, da sociabilidade, da cultura e das políticas públicas inclusivas. Além desses autores, outras produções corroboram a ideia de que as relações sociais e interações são constituintes da pluralidade juvenil, dos modos de ser jovens, no contexto educativo de ampliação do direito de aprender. Metodologicamente, assumimos uma abordagem qualitativa, tendo, no estudo de caso, uma forma de priorizar o detalhamento da realidade e a apreensão de seus sentidos. O estudo de caso caracterizouse por sua natureza “intrínseca” e “instrumental”, de acordo com Stake (2007), que, dada à exuberância do caso em si, possibilitou a reflexão da especificidade, da singularidade e da complexidade do contexto. Contemplou o recorte de gênero e a pertença étnica dos jovens estudantes, matriculados em cursos do ETIM, pré-selecionados e assistidos pelo Programa de Assistência Estudantil do DAEST/CAEST da Instituição. Adotamos como técnicas de recolha de dados a observação qualitativa dos espaços escolares, os grupos focais com jovens estudantes e a análise dos documentos oficiais e institucionais constituintes do ETIM. Como método de tratamento e análise dos dados, recorremos à análise de conteúdo, do tipo análise temática, conforme Minayo (2014). Resguardamos, em todas as etapas, o sigilo das informações e o anonimato, conforme as considerações éticas preconizadas pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466/2012 (Brasil, (2012), que trata da pesquisa com seres humanos, e as recomendações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) (Brasil, 1990), marco legal e regulatório que resguarda os direitos e deveres desse segmento. Essa investigação apontou para a dissonância existente entre a intencionalidade formativa do currículo do ETIM e o currículo em ação. Os resultados indicaram a necessidade de maior apropriação da dimensão da sociabilidade pelo currículo. Recomendamos a valorização de múltiplas referências socioculturais juvenis, produtoras de outros currículos, para a compreensão dos novos repertórios de significação, sem o crivo de referências idealizadas, se quisermos trilhar pela construção de um currículo vivo que viabilize a formação humana enquanto mediação de trocas afetivas, culturais e simbólicas. Levando em conta a dimensão da sociabilidade no currículo do ETIM, esperamos, ainda, favorecer a construção de travessias para os jovens, alcançando-os em suas necessidades educacionais, ao não nos distanciarmos da função inclusiva adotada pelo projeto público de educação profissional no país. |
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| Autores principais: | Melo, Sylvana Cláudia de Figueiredo |
| Assunto: | Cultura Currículo ETIM Juventudes Sociabilidade Culture curriculum high school comprehensive vocational education sociability youth |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente investigação intentou compreender a articulação entre a proposta curricular voltada para o Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio (ETIM) e as experiências de sociabilidade dos jovens no processo formativo, numa instituição de Educação Profissional da Paraíba, no Brasil. Importamo-nos em conhecer a tecitura propriamente dita das relações de amizades no currículo dessa formação. Teoricamente, ancoramo-nos no intercâmbio de repertórios entre autores do campo curricular, das juventudes, da sociabilidade, da cultura e das políticas públicas inclusivas. Além desses autores, outras produções corroboram a ideia de que as relações sociais e interações são constituintes da pluralidade juvenil, dos modos de ser jovens, no contexto educativo de ampliação do direito de aprender. Metodologicamente, assumimos uma abordagem qualitativa, tendo, no estudo de caso, uma forma de priorizar o detalhamento da realidade e a apreensão de seus sentidos. O estudo de caso caracterizouse por sua natureza “intrínseca” e “instrumental”, de acordo com Stake (2007), que, dada à exuberância do caso em si, possibilitou a reflexão da especificidade, da singularidade e da complexidade do contexto. Contemplou o recorte de gênero e a pertença étnica dos jovens estudantes, matriculados em cursos do ETIM, pré-selecionados e assistidos pelo Programa de Assistência Estudantil do DAEST/CAEST da Instituição. Adotamos como técnicas de recolha de dados a observação qualitativa dos espaços escolares, os grupos focais com jovens estudantes e a análise dos documentos oficiais e institucionais constituintes do ETIM. Como método de tratamento e análise dos dados, recorremos à análise de conteúdo, do tipo análise temática, conforme Minayo (2014). Resguardamos, em todas as etapas, o sigilo das informações e o anonimato, conforme as considerações éticas preconizadas pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466/2012 (Brasil, (2012), que trata da pesquisa com seres humanos, e as recomendações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) (Brasil, 1990), marco legal e regulatório que resguarda os direitos e deveres desse segmento. Essa investigação apontou para a dissonância existente entre a intencionalidade formativa do currículo do ETIM e o currículo em ação. Os resultados indicaram a necessidade de maior apropriação da dimensão da sociabilidade pelo currículo. Recomendamos a valorização de múltiplas referências socioculturais juvenis, produtoras de outros currículos, para a compreensão dos novos repertórios de significação, sem o crivo de referências idealizadas, se quisermos trilhar pela construção de um currículo vivo que viabilize a formação humana enquanto mediação de trocas afetivas, culturais e simbólicas. Levando em conta a dimensão da sociabilidade no currículo do ETIM, esperamos, ainda, favorecer a construção de travessias para os jovens, alcançando-os em suas necessidades educacionais, ao não nos distanciarmos da função inclusiva adotada pelo projeto público de educação profissional no país. |
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