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O ensino do Português língua não materna em Angola e a influência de línguas autóctones: o caso do Kikongo no Uíge

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Resumo:Este estudo tem as aprendizagens dos alunos de Português língua materna e de Português língua não materna (sobretudo os de Kikongo língua materna) como sua temática central, pois são estes dois grupos de alunos que buscam as aprendizagens no espaço escolar onde decorreu a presente investigação. Em Angola, o sistema linguístico usado para a escolarização é o Português. Porém, este meio de comunicação não é dominado por todos os alunos, principalmente por aqueles que o têm como língua não materna (os alunos que possuem o Kikongo como primeira língua), chegando, até, a apresentar dificuldade profundas no uso e na compreensão da língua portuguesa. Neste caso, é inegável a existência de aprendentes com caraterísticas linguísticas que se distinguem, o que pressupõe a ocorrência de necessidades educativas também distintas. Apesar disso, a escolarização, em todo o país, sucede através da mesma política de ensino. Sabe-se que, no que concerne à comunicação interpessoal, o meio por excelência de ensino e aprendizagem é a língua materna e, por isso, a sua compreensão pelos intervenientes no ensino e na aprendizagem é indispensável. É, portanto, neste contexto dicotómico de alunos que reside a importância deste estudo, já que traz discussões assentes nas aprendizagens dos indivíduos pertencentes a diferentes grupos linguísticos, para ver se as políticas educativas beneficiam o todo dos aprendentes, ou se há um grupo que mais beneficia dela, em relação ao outro. No fundo, esta investigação visa fomentar reflexões que possam contribuir para a realização de um processo de ensino e aprendizagem isento de marginalizações, mas sim que observe o princípio de inclusão no ensino., pois, afinal, todos os alunos têm os mesmos direitos no meio escolar, assim como possuem a liberdade de usar as línguas postas ao seu dispor. Tendo em conta que os alunos estão distribuídos em diversas províncias, o espaço delimitado para a realização desta investigação foi a província do Uíge, uma das províncias onde o Português coabita com outras línguas, das quais o Kikongo é a mais representativa.
Autores principais:Mafuassa, Xavier Jorge
Assunto:Ensino de línguas Ensino-aprendizagem Kikongo Língua materna Língua não materna Português Language teaching Mother tongue Non-native language Portuguese Teaching-learning
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este estudo tem as aprendizagens dos alunos de Português língua materna e de Português língua não materna (sobretudo os de Kikongo língua materna) como sua temática central, pois são estes dois grupos de alunos que buscam as aprendizagens no espaço escolar onde decorreu a presente investigação. Em Angola, o sistema linguístico usado para a escolarização é o Português. Porém, este meio de comunicação não é dominado por todos os alunos, principalmente por aqueles que o têm como língua não materna (os alunos que possuem o Kikongo como primeira língua), chegando, até, a apresentar dificuldade profundas no uso e na compreensão da língua portuguesa. Neste caso, é inegável a existência de aprendentes com caraterísticas linguísticas que se distinguem, o que pressupõe a ocorrência de necessidades educativas também distintas. Apesar disso, a escolarização, em todo o país, sucede através da mesma política de ensino. Sabe-se que, no que concerne à comunicação interpessoal, o meio por excelência de ensino e aprendizagem é a língua materna e, por isso, a sua compreensão pelos intervenientes no ensino e na aprendizagem é indispensável. É, portanto, neste contexto dicotómico de alunos que reside a importância deste estudo, já que traz discussões assentes nas aprendizagens dos indivíduos pertencentes a diferentes grupos linguísticos, para ver se as políticas educativas beneficiam o todo dos aprendentes, ou se há um grupo que mais beneficia dela, em relação ao outro. No fundo, esta investigação visa fomentar reflexões que possam contribuir para a realização de um processo de ensino e aprendizagem isento de marginalizações, mas sim que observe o princípio de inclusão no ensino., pois, afinal, todos os alunos têm os mesmos direitos no meio escolar, assim como possuem a liberdade de usar as línguas postas ao seu dispor. Tendo em conta que os alunos estão distribuídos em diversas províncias, o espaço delimitado para a realização desta investigação foi a província do Uíge, uma das províncias onde o Português coabita com outras línguas, das quais o Kikongo é a mais representativa.