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Levantamento sobre as práticas de análise de projectos de investimento de pequenas e médias empresas na Província do Cuanza Norte - Angola

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Qualquer gestor de empresa deve armar-se de conhecimentos técnicos e científicos para de quando em quando tomar decisões relacionadas à atividade empresarial. Umas das atividades que o Gestor está sujeito tem a ver com a avaliação económica de projetos de investimentos. Para conseguir isso é necessário o conhecimento de técnicas de análise de investimento para avaliar, comparar e selecionar projetos que melhor se adequem às políticas traçadas pelo órgão de Administração. O objetivo fulcral deste estudo é fazer um levantamento das práticas de análise de projetos de investimento de pequenas e médias empresas (PMEs) na Província do Cuanza Norte - Angola. Para além de incidir nos métodos clássicos de análise de projetos, este estudo pretende também averiguar até que ponto os gestores estão conscientes dos fatores de risco e incerteza associados aos projectos de investimento e se os levam em conta na metodologia que utilizam. Das 45 empresas que responderam os questionários, apenas 20 elaboram projetos de investimentos, correspondendo 44,4% do universo de estudo. E cerca de 18 (40%) empresas nunca elaboraram projetos de investimentos e 7 (15%) respondentes mostraram não ter conhecimentos sobre a forma de os avaliar nas suas empresas. A forma atual de elaboração de projetos de investimentos, em pequenas e médias empresas no Cuanza Norte, não consagra qualidades científicas, na medida em que apenas 6,7% das empresas consideraram o custo de oportunidades, os custos afundados e a variação do fundo de maneio. Quanto aos critérios de avaliação, os resultados indicam que na região usam-se mais os métodos empíricos do que os métodos científicos, já que a maior parte das empresas (20%), privilegiam a taxa de rendibilidade contabilística, 13,3% utiliza o período de recuperação do Investimento (PRI), 6,7% utiliza o valor atual líquido (VAL), e 4,4% a taxa interna de rendibilidade. Este fato pode provocar uma desvantagem competitiva com as empresas internacionais, na medida que essas já utilizam conforme aponta a nossa pesquisa.
Autores principais:Santos, Agostinho Sebastião dos
Assunto:Avaliação Projetos de investimento PMEs Evaluation Investment projects SMEs
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Qualquer gestor de empresa deve armar-se de conhecimentos técnicos e científicos para de quando em quando tomar decisões relacionadas à atividade empresarial. Umas das atividades que o Gestor está sujeito tem a ver com a avaliação económica de projetos de investimentos. Para conseguir isso é necessário o conhecimento de técnicas de análise de investimento para avaliar, comparar e selecionar projetos que melhor se adequem às políticas traçadas pelo órgão de Administração. O objetivo fulcral deste estudo é fazer um levantamento das práticas de análise de projetos de investimento de pequenas e médias empresas (PMEs) na Província do Cuanza Norte - Angola. Para além de incidir nos métodos clássicos de análise de projetos, este estudo pretende também averiguar até que ponto os gestores estão conscientes dos fatores de risco e incerteza associados aos projectos de investimento e se os levam em conta na metodologia que utilizam. Das 45 empresas que responderam os questionários, apenas 20 elaboram projetos de investimentos, correspondendo 44,4% do universo de estudo. E cerca de 18 (40%) empresas nunca elaboraram projetos de investimentos e 7 (15%) respondentes mostraram não ter conhecimentos sobre a forma de os avaliar nas suas empresas. A forma atual de elaboração de projetos de investimentos, em pequenas e médias empresas no Cuanza Norte, não consagra qualidades científicas, na medida em que apenas 6,7% das empresas consideraram o custo de oportunidades, os custos afundados e a variação do fundo de maneio. Quanto aos critérios de avaliação, os resultados indicam que na região usam-se mais os métodos empíricos do que os métodos científicos, já que a maior parte das empresas (20%), privilegiam a taxa de rendibilidade contabilística, 13,3% utiliza o período de recuperação do Investimento (PRI), 6,7% utiliza o valor atual líquido (VAL), e 4,4% a taxa interna de rendibilidade. Este fato pode provocar uma desvantagem competitiva com as empresas internacionais, na medida que essas já utilizam conforme aponta a nossa pesquisa.