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Alterações na película lacrimal com o uso de ecrãs

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Resumo:Com o crescente mundo virtual e tecnológico, muitas das tarefas do dia-a-dia são reduzidas a simples cliques, quer sejam no smartphone, no tablet ou no computador. O ecrã tornou-se numa gigante ferramenta de trabalho, contudo emite luz azul, que pode ser nociva aos nossos olhos. Esta luz azul está próxima dos comprimentos de onda das radiações ultra violeta. Assim, com a finalidade de estudar as variações existentes na lágrima e no pestanejo, quando expostos a estas tecnologias foi realizada uma recolha de dados de indivíduos saudáveis, entre os 20 e os 30 anos. A recolha consistiu na avaliação lacrimal, nomeadamente no tempo de rutura lacrimal (Non Invasive Break Up Time _ NIBUT), na contagem do número de pestanejos por minuto e no preenchimento de um breve questionário para perceber a possível existência de sintomatologia. Todos estes dados foram obtidos inicialmente e imediatamente após os indivíduos estarem a jogar no smartphone, durante 10 minutos, em condições diferentes de iluminação: luz ambiental normal, luz ambiental com filtro azul e luz apagada sem filtro azul. A tarefa 1 é realizada com a luz do gabinete acesa e sem a utilização do filtro azul, a tarefa 2 é realizada com a luz do gabinete acesa e com a utilização do filtro azul e a tarefa 3 é realizada com a luz do gabinete apagada e sem a utilização do filtro azul. Na análise dos resultados verificou-se que a sintomatologia aumenta com o uso de ecrãs, à exceção da cefaleia. Todos os outros sintomas, como secura ocular, olhos irritados, astenopia e visão desfocada, sofreram aumentos. Relativamente ao pestanejo, a sua frequência não varia de forma significativa entre as diversas tarefas, ou seja, na presença de luz apagada e acesa e entre a utilização de filtro azul e sem filtro azul. Por último, o NIBUT apresenta uma diminuição estatisticamente significativa apenas para a tarefa 3, ou seja, a lágrima apresenta menor estabilidade no escuro. Conclui-se que, com o uso de smartphones, há um aumento da sintomatologia e ocorrem alterações de rutura lacrimal perante ambientes sem luz.
Autores principais:Fernandes, Joana Manuela de Sousa
Assunto:Ecrãs Luz azul Olho seco Pelicula lacrimal Smartphones Blue light Dry eye Screens Tear film
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Com o crescente mundo virtual e tecnológico, muitas das tarefas do dia-a-dia são reduzidas a simples cliques, quer sejam no smartphone, no tablet ou no computador. O ecrã tornou-se numa gigante ferramenta de trabalho, contudo emite luz azul, que pode ser nociva aos nossos olhos. Esta luz azul está próxima dos comprimentos de onda das radiações ultra violeta. Assim, com a finalidade de estudar as variações existentes na lágrima e no pestanejo, quando expostos a estas tecnologias foi realizada uma recolha de dados de indivíduos saudáveis, entre os 20 e os 30 anos. A recolha consistiu na avaliação lacrimal, nomeadamente no tempo de rutura lacrimal (Non Invasive Break Up Time _ NIBUT), na contagem do número de pestanejos por minuto e no preenchimento de um breve questionário para perceber a possível existência de sintomatologia. Todos estes dados foram obtidos inicialmente e imediatamente após os indivíduos estarem a jogar no smartphone, durante 10 minutos, em condições diferentes de iluminação: luz ambiental normal, luz ambiental com filtro azul e luz apagada sem filtro azul. A tarefa 1 é realizada com a luz do gabinete acesa e sem a utilização do filtro azul, a tarefa 2 é realizada com a luz do gabinete acesa e com a utilização do filtro azul e a tarefa 3 é realizada com a luz do gabinete apagada e sem a utilização do filtro azul. Na análise dos resultados verificou-se que a sintomatologia aumenta com o uso de ecrãs, à exceção da cefaleia. Todos os outros sintomas, como secura ocular, olhos irritados, astenopia e visão desfocada, sofreram aumentos. Relativamente ao pestanejo, a sua frequência não varia de forma significativa entre as diversas tarefas, ou seja, na presença de luz apagada e acesa e entre a utilização de filtro azul e sem filtro azul. Por último, o NIBUT apresenta uma diminuição estatisticamente significativa apenas para a tarefa 3, ou seja, a lágrima apresenta menor estabilidade no escuro. Conclui-se que, com o uso de smartphones, há um aumento da sintomatologia e ocorrem alterações de rutura lacrimal perante ambientes sem luz.