Publicação
Racismo, ativismo sociale reparação histórica – Para que a memória não sirva de restolho
| Resumo: | [Excerto] Chego a este texto como alguém que se recorda dos primeiros ensinamentos enquanto aluna do curso de Sociologia, básicos e simples: a relevância de contextualizar os problemas sociais, culturais, políticos e económicos das nossas sociedades. O que parece um princípio sem grandes complexidades e exigências, porém, o seu exercício nem sempre é constante no que diz respeito às explicações que escutamos sobre o racismo sistémico, o ativismo social e a reparação histórica. Os crimes raciais não são meros fenómenos mediáticos e nem devem ser tratados pelos nossos sentidos desse modo. Pelo contrário, a relevância de combater o facilitismo histórico importa e é extremamente urgente, por um lado, para melhor chorarmos e debatermos as mortes de George Floyd e de Bruno Candé, para não mencionar tantos outros nomes. E, por outro lado, para trazer para a nossa reflexão o sentido de raiz, de origem dessas mortes, temos de iniciar esse enlutamento bem lá para trás, para os séculos que celebraram e defenderam a modernidade e com ela toda uma engenharia construtora e legitimadora de uma classificação, distinção e hierarquização racial entre seres humanos, culturas e identidades. Os legados da expansão colonial e imperialista são uma presença que ainda perpassa as esferas sociais e políticas das sociedades contemporâneas, quer ex-colonizadoras, quer ex-colonizadas. |
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| Autores principais: | Khan, Sheila Pereira |
| Assunto: | Racismo Ativismo social Reparação histórica Memória |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] Chego a este texto como alguém que se recorda dos primeiros ensinamentos enquanto aluna do curso de Sociologia, básicos e simples: a relevância de contextualizar os problemas sociais, culturais, políticos e económicos das nossas sociedades. O que parece um princípio sem grandes complexidades e exigências, porém, o seu exercício nem sempre é constante no que diz respeito às explicações que escutamos sobre o racismo sistémico, o ativismo social e a reparação histórica. Os crimes raciais não são meros fenómenos mediáticos e nem devem ser tratados pelos nossos sentidos desse modo. Pelo contrário, a relevância de combater o facilitismo histórico importa e é extremamente urgente, por um lado, para melhor chorarmos e debatermos as mortes de George Floyd e de Bruno Candé, para não mencionar tantos outros nomes. E, por outro lado, para trazer para a nossa reflexão o sentido de raiz, de origem dessas mortes, temos de iniciar esse enlutamento bem lá para trás, para os séculos que celebraram e defenderam a modernidade e com ela toda uma engenharia construtora e legitimadora de uma classificação, distinção e hierarquização racial entre seres humanos, culturas e identidades. Os legados da expansão colonial e imperialista são uma presença que ainda perpassa as esferas sociais e políticas das sociedades contemporâneas, quer ex-colonizadoras, quer ex-colonizadas. |
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