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Na fronteira do mercado de emprego: jovens, trabalho e cidadania

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os riscos de precarização e maior vulnerabilidade dos jovens às recentes políticas econômicas e financeiras restritivas em Portugal configuram transformações significativas nos seus percursos educativos e profissionais. As transições para o mercado de trabalho tornam-se incertas e subjetivas, comprometem a capacidade dos jovens de projetarem os seus futuros e oportunidades profissionais. Este artigo destaca os processos de diferenciação que instauram desigualdades sociais nos itinerários de transição profissional. Ao combinar uma metodologia que articula estatísticas oficiais e evidências empíricas de estudos, sustenta-se uma análise crítica das fragilidades do sistema educativo e do mercado de trabalho português no contexto da União Europeia. Dos principais resultados, destacam-se as fragilidades de inserção dos jovens, visíveis na maior incidência ao desemprego e a empregos precários e maior restrição no acesso à proteção de direitos sociais. Os (novos) riscos ampliam-se, acentuando a individualização nos processos de recrutamento e a inexistência de carreiras e planejamento do futuro profissional, o que contribui para um agravamento das desigualdades (inter)geracionais e sociais na relação com o trabalho e o emprego.
Autores principais:Marques, Ana Paula
Assunto:Portugal Educação Mercado de trabalho Jovens Cidadania Education Labor market Youth Citizenship Educación Mercado laboral Jóvenes Ciudadanía
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os riscos de precarização e maior vulnerabilidade dos jovens às recentes políticas econômicas e financeiras restritivas em Portugal configuram transformações significativas nos seus percursos educativos e profissionais. As transições para o mercado de trabalho tornam-se incertas e subjetivas, comprometem a capacidade dos jovens de projetarem os seus futuros e oportunidades profissionais. Este artigo destaca os processos de diferenciação que instauram desigualdades sociais nos itinerários de transição profissional. Ao combinar uma metodologia que articula estatísticas oficiais e evidências empíricas de estudos, sustenta-se uma análise crítica das fragilidades do sistema educativo e do mercado de trabalho português no contexto da União Europeia. Dos principais resultados, destacam-se as fragilidades de inserção dos jovens, visíveis na maior incidência ao desemprego e a empregos precários e maior restrição no acesso à proteção de direitos sociais. Os (novos) riscos ampliam-se, acentuando a individualização nos processos de recrutamento e a inexistência de carreiras e planejamento do futuro profissional, o que contribui para um agravamento das desigualdades (inter)geracionais e sociais na relação com o trabalho e o emprego.