Publicação
Otimização da taxa de combustibilidade nos materiais de revestimento de base TPE
| Resumo: | A crescente procura por veículos mais leves e eficientes em termos de consumo de combustível tem impulsionado a aplicação extensiva de plásticos em toda a estrutura automóvel. No interior do veículo, onde o plástico já predomina, essa tendência fomenta o desenvolvimento de componentes mais finos, com o objetivo de reduzir o uso de material, diminuir os custos e facilitar a reciclagem. No entanto, a redução da espessura aumenta a propagação da chama, uma vez que há menos material para absorver energia sob a forma de calor, permitindo que este se dissipe mais facilmente. Para possibilitar o desenvolvimento de componentes de menor espessura, são, portanto, necessários avanços na área de retardância à chama. A norma FMVSS 302 (Federal Motor Vehicle Safety Standard 302) estabelece os requisitos de segurança para materiais aplicados em interiores automóveis, aprovando apenas aqueles cuja propagação da chama é inferior a 100 mm/min. Neste contexto, o trabalho desenvolvido na TMG Automotive, em Guimarães, incide sobre o estudo de retardantes de chama, as suas propriedades e o efeito na matéria-prima base. Inicialmente, foram selecionados quatro retardantes de chama, alguns em forma de masterbatch e outros em pó, a formulação a ser utilizada para os testes. Foram então extrudidas treze composições para teste, sendo que a V1 consistiu em 100% de matéria-prima, enquanto as restantes 12 incluíram 5%, 10% e 20% de cada retardante de chama. Posteriormente, foi elaborado um plano de caracterização para avaliar a aplicabilidade de cada retardante de chama nos interiores automóveis. Este plano focou-se no teste de combustibilidade. Constatou-se, no entanto, que a abordagem inicial não era a mais adequada. A etapa seguinte consistiu na extrusão de uma nova série de composições (14, 15, 16 e 17), agora com retardantes de chama e condições de processamento distintos, estabelecidos a partir das conclusões da primeira fase de caracterização. Na fase final de caracterização, mantiveram-se os ensaios, mas seguiu-se uma metodologia diferente. O ensaio de combustibilidade deixou de ser usado como critério de seleção, enquanto os restantes testes foram aplicados para corroborar os resultados. Concluídas todas as etapas de caracterização, foram extraídas conclusões específicas para cada retardante de chama, avaliando a sua potencial aplicabilidade em interiores automóveis. |
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| Autores principais: | Oliveira, José Carlos Nunes |
| Assunto: | Interior automóvel Espessura Retardança à chama Caracterização Automotive interior Thickness Flame retardancy Characterization |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A crescente procura por veículos mais leves e eficientes em termos de consumo de combustível tem impulsionado a aplicação extensiva de plásticos em toda a estrutura automóvel. No interior do veículo, onde o plástico já predomina, essa tendência fomenta o desenvolvimento de componentes mais finos, com o objetivo de reduzir o uso de material, diminuir os custos e facilitar a reciclagem. No entanto, a redução da espessura aumenta a propagação da chama, uma vez que há menos material para absorver energia sob a forma de calor, permitindo que este se dissipe mais facilmente. Para possibilitar o desenvolvimento de componentes de menor espessura, são, portanto, necessários avanços na área de retardância à chama. A norma FMVSS 302 (Federal Motor Vehicle Safety Standard 302) estabelece os requisitos de segurança para materiais aplicados em interiores automóveis, aprovando apenas aqueles cuja propagação da chama é inferior a 100 mm/min. Neste contexto, o trabalho desenvolvido na TMG Automotive, em Guimarães, incide sobre o estudo de retardantes de chama, as suas propriedades e o efeito na matéria-prima base. Inicialmente, foram selecionados quatro retardantes de chama, alguns em forma de masterbatch e outros em pó, a formulação a ser utilizada para os testes. Foram então extrudidas treze composições para teste, sendo que a V1 consistiu em 100% de matéria-prima, enquanto as restantes 12 incluíram 5%, 10% e 20% de cada retardante de chama. Posteriormente, foi elaborado um plano de caracterização para avaliar a aplicabilidade de cada retardante de chama nos interiores automóveis. Este plano focou-se no teste de combustibilidade. Constatou-se, no entanto, que a abordagem inicial não era a mais adequada. A etapa seguinte consistiu na extrusão de uma nova série de composições (14, 15, 16 e 17), agora com retardantes de chama e condições de processamento distintos, estabelecidos a partir das conclusões da primeira fase de caracterização. Na fase final de caracterização, mantiveram-se os ensaios, mas seguiu-se uma metodologia diferente. O ensaio de combustibilidade deixou de ser usado como critério de seleção, enquanto os restantes testes foram aplicados para corroborar os resultados. Concluídas todas as etapas de caracterização, foram extraídas conclusões específicas para cada retardante de chama, avaliando a sua potencial aplicabilidade em interiores automóveis. |
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