Publicação
Avaliação do potencial bioativo de plantas medicinais do gênero Hyptis oriundas do cerrado brasileiro
| Resumo: | Plantas do gênero Hyptis distribuídas por regiões tropicais e subtropicais apresentam grande utilização na medicina tradicional para tratamento de distúrbios gastrointestinais, infecções na pele, úlceras, inflamação, dores, câncer, problemas respiratórios, gripe, cãibras, malária, secreções nos brônquios, febre e infecções por microrganismos. Mesmo com toda a demanda para fins medicinais, faltam estudos que comprovem cientificamente seus benefícios à saúde humana. O objetivo desta Tese foi avaliar a atividade antimicrobiana, antioxidante, citotóxica, citoprotetora e anti-inflamatória in vitro de extratos de folhas de Hyptis marrubioides (Hm), Hyptis pectinata (Hp) e Hyptis suaveolens (Hs) oriundas do cerrado brasileiro, bem como determinar seu perfil fitoquímico. Além disso, culturas de células em suspensão (CCS) destas espécies foram estabelecidas, eliciadas com estressores bióticos e abióticos e avaliadas quanto à produção de ácido rosmarínico (AR). A presença de ácidos fenólicos nos extratos foi confirmada por HPLC-DAD, bem como a presença de flavonóis e flavonas. CCS de Hs eliciadas com MeJ e de Hm eliciadas com MeJ e AS demostraram um significativo aumento de AR quando comparadas ao controle. Nos ensaios antioxidantes os extratos atingiram EC50 a diferentes concentrações e, portanto, apresentaram potencial antioxidante para as diferentes metodologias utilizadas. Nos ensaios antimicrobianos, verificou-se atividade antibiótica frente as cepas S. aureus (ATCC® 25923TM), S. aureus (ATCC® 29213TM), E. coli (ATCC® 10536TM), S. Cholerasuis (ATCC® 10708TM), P. aeruginosa (ATCC® 9027TM) e P. aeruginosa (ATCC® 27853TM) o que corrobora a utilização destas plantas na medicina tradicional. Os extratos também, indicaram efeitos não citotóxicos e ação antioxidante ao protegerem as células HepG2 de danos induzidos por insultos oxidativos, em condições de co-tratamento e pré-tratamento. Constatou-se que os extratos à concentração de 100μg/ml atuaram no controle da produção de EROs induzidos por t-BHP garantindo o efeito citoprotetor. Os extratos de Hp e Hs promoveram a inibição da produção de NO em células BV2 sem prejuízo da viabilidade demostrando uma possível ação anti-inflamatória. As informações contidas neste trabalho proporcionam auxílio para futuros estudos que busquem compreender a relação entre os metabólitos secundários presentes nos extratos e os mecanismos implícitos a suas potencialidades antioxidante, anti-inflamatória e citoprotetora. |
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| Autores principais: | Rios, Rejaine Martins |
| Assunto: | BV2 citoproteção concentração inibitória mínima cultura in vitro ensaio antioxidante HePG2 antioxidant assay cytoprotection in vitro culture minimal inhibitory concentration |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Plantas do gênero Hyptis distribuídas por regiões tropicais e subtropicais apresentam grande utilização na medicina tradicional para tratamento de distúrbios gastrointestinais, infecções na pele, úlceras, inflamação, dores, câncer, problemas respiratórios, gripe, cãibras, malária, secreções nos brônquios, febre e infecções por microrganismos. Mesmo com toda a demanda para fins medicinais, faltam estudos que comprovem cientificamente seus benefícios à saúde humana. O objetivo desta Tese foi avaliar a atividade antimicrobiana, antioxidante, citotóxica, citoprotetora e anti-inflamatória in vitro de extratos de folhas de Hyptis marrubioides (Hm), Hyptis pectinata (Hp) e Hyptis suaveolens (Hs) oriundas do cerrado brasileiro, bem como determinar seu perfil fitoquímico. Além disso, culturas de células em suspensão (CCS) destas espécies foram estabelecidas, eliciadas com estressores bióticos e abióticos e avaliadas quanto à produção de ácido rosmarínico (AR). A presença de ácidos fenólicos nos extratos foi confirmada por HPLC-DAD, bem como a presença de flavonóis e flavonas. CCS de Hs eliciadas com MeJ e de Hm eliciadas com MeJ e AS demostraram um significativo aumento de AR quando comparadas ao controle. Nos ensaios antioxidantes os extratos atingiram EC50 a diferentes concentrações e, portanto, apresentaram potencial antioxidante para as diferentes metodologias utilizadas. Nos ensaios antimicrobianos, verificou-se atividade antibiótica frente as cepas S. aureus (ATCC® 25923TM), S. aureus (ATCC® 29213TM), E. coli (ATCC® 10536TM), S. Cholerasuis (ATCC® 10708TM), P. aeruginosa (ATCC® 9027TM) e P. aeruginosa (ATCC® 27853TM) o que corrobora a utilização destas plantas na medicina tradicional. Os extratos também, indicaram efeitos não citotóxicos e ação antioxidante ao protegerem as células HepG2 de danos induzidos por insultos oxidativos, em condições de co-tratamento e pré-tratamento. Constatou-se que os extratos à concentração de 100μg/ml atuaram no controle da produção de EROs induzidos por t-BHP garantindo o efeito citoprotetor. Os extratos de Hp e Hs promoveram a inibição da produção de NO em células BV2 sem prejuízo da viabilidade demostrando uma possível ação anti-inflamatória. As informações contidas neste trabalho proporcionam auxílio para futuros estudos que busquem compreender a relação entre os metabólitos secundários presentes nos extratos e os mecanismos implícitos a suas potencialidades antioxidante, anti-inflamatória e citoprotetora. |
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