Publicação
Utilização do teste de MARS na medição da sensibilidade visual ao contraste em crianças
| Resumo: | A avaliação funcional das crianças, em particular aquelas com baixa visão ou ambliopia, deve incluir um teste de sensibilidade visual ao contraste. A existência de informações normativas sobre o teste utilizado é muito importante para comparações de desempenho e para conselhos ergonómicos. O objetivo desta tese é determinar os valores normativos para o teste de MARS em crianças com boa visão. Esta informação vai ser usada para comparações da performance visual em crianças com deficiência visual. Neste estudo participaram um total de 162 crianças. Os participantes eram alunos do 2º ao 10º ano de escolaridade, com um número mínimo de 30 alunos por ano de escolaridade. A acuidade visual foi medida usando a escala ETDRS e a sensibilidade visual ao contraste foi medida usando o teste de MARS. Foram recolhidas informações sobre dificuldades de leitura e patologias oculares. Os diferentes anos de escolaridade definiram os grupos utilizados para as comparações deste estudo. Os valores da mediana e do intervalo interquartil de sensibilidade ao contraste binocular foram: 2º ano = 1.71±0.04; 4º ano = 1.72±0.08; 6º ano =1.72±0.04; 8º ano =1.72±0.80; 10º ano =1.72±0.04.Encontramos diferenças na sensibilidade visual ao contraste, usando o teste de MARS, entre os grupos do olho não dominante (teste de KW, p=0.011) e binocular (0.014). Também encontramos uma diferença na medição da sensibilidade visual ao contraste com as diferentes cartas (teste de KW; p <0.001). Encontramos uma pequena mas significativa correlação entre a sensibilidade visual ao contraste binocular e a acuidade visual do olho dominante, r=-0.18 (p=0.023) e a acuidade visual do olho não dominante, r=-0.16 (p=0.044). Em conclusão, os nossos resultados mostraram existir uma diferença subtil entre a sensibilidade visual ao contraste dos diferentes grupos e entre as cartas do teste de MARS. Estas diferenças precisam de ser tidas em consideração quando comparados os valores clínicos com os valores normativos. |
|---|---|
| Autores principais: | Pinheiro, Ana Rita Coelho |
| Assunto: | Ciências Naturais::Ciências Físicas |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A avaliação funcional das crianças, em particular aquelas com baixa visão ou ambliopia, deve incluir um teste de sensibilidade visual ao contraste. A existência de informações normativas sobre o teste utilizado é muito importante para comparações de desempenho e para conselhos ergonómicos. O objetivo desta tese é determinar os valores normativos para o teste de MARS em crianças com boa visão. Esta informação vai ser usada para comparações da performance visual em crianças com deficiência visual. Neste estudo participaram um total de 162 crianças. Os participantes eram alunos do 2º ao 10º ano de escolaridade, com um número mínimo de 30 alunos por ano de escolaridade. A acuidade visual foi medida usando a escala ETDRS e a sensibilidade visual ao contraste foi medida usando o teste de MARS. Foram recolhidas informações sobre dificuldades de leitura e patologias oculares. Os diferentes anos de escolaridade definiram os grupos utilizados para as comparações deste estudo. Os valores da mediana e do intervalo interquartil de sensibilidade ao contraste binocular foram: 2º ano = 1.71±0.04; 4º ano = 1.72±0.08; 6º ano =1.72±0.04; 8º ano =1.72±0.80; 10º ano =1.72±0.04.Encontramos diferenças na sensibilidade visual ao contraste, usando o teste de MARS, entre os grupos do olho não dominante (teste de KW, p=0.011) e binocular (0.014). Também encontramos uma diferença na medição da sensibilidade visual ao contraste com as diferentes cartas (teste de KW; p <0.001). Encontramos uma pequena mas significativa correlação entre a sensibilidade visual ao contraste binocular e a acuidade visual do olho dominante, r=-0.18 (p=0.023) e a acuidade visual do olho não dominante, r=-0.16 (p=0.044). Em conclusão, os nossos resultados mostraram existir uma diferença subtil entre a sensibilidade visual ao contraste dos diferentes grupos e entre as cartas do teste de MARS. Estas diferenças precisam de ser tidas em consideração quando comparados os valores clínicos com os valores normativos. |
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