Publicação
Trabalho e nomadismo digital: práticas, sentidos e regulações. Uma introdução
| Resumo: | É inquestionável que o final do milénio se revelou um espaço temporal de grandes transformações na relação do trabalho, a partir das quais se evocaram promessas para um admirável mundo novo no qual a tecnologia funcionaria como salvação. Saber de que modo seriam geridos os ganhos de tempo impostos pela hiperaceleração e pela progressiva substituição do humano pelas máquinas, apesar de central, permanece como resposta suspensa para as consequências das mudanças em curso. Dominada pela ideia de progresso como princípio da existência, o enunciar da substitui- ção do homem pela máquina parecia colocar em causa o papel histórico e libertador que a tecnologia havia fornecido à condição humana (Arendt, 1958). Como hoje se constata, essa hesitação no debate antecipado abriu caminho às dinâmicas do capitalismo neoliberal no enfraquecimento da ação coletiva do trabalho. |
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| Autores principais: | Marques, Ana Paula |
| Outros Autores: | Estanque, Elísio; Silva, Esser Jorge; Festi, Ricardo Colturato |
| Assunto: | Trabalho Nomadismo digital Regulação Sentidos Reduzir as desigualdades |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | É inquestionável que o final do milénio se revelou um espaço temporal de grandes transformações na relação do trabalho, a partir das quais se evocaram promessas para um admirável mundo novo no qual a tecnologia funcionaria como salvação. Saber de que modo seriam geridos os ganhos de tempo impostos pela hiperaceleração e pela progressiva substituição do humano pelas máquinas, apesar de central, permanece como resposta suspensa para as consequências das mudanças em curso. Dominada pela ideia de progresso como princípio da existência, o enunciar da substitui- ção do homem pela máquina parecia colocar em causa o papel histórico e libertador que a tecnologia havia fornecido à condição humana (Arendt, 1958). Como hoje se constata, essa hesitação no debate antecipado abriu caminho às dinâmicas do capitalismo neoliberal no enfraquecimento da ação coletiva do trabalho. |
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