Publicação
Jogos sérios para reabilitação cognitiva
| Resumo: | A reabilitação pode ser definida como um processo arquitetado em resposta a mudanças de vida não planeadas impostas por doenças ou acidentes traumáticos. A reabilitação cognitiva consiste numa forma de terapia, focada em restaurar funções que se mantêm parcialmente intactas, aplicada a pessoas com algum tipo de défice cognitivo, como perda de memória. O problema das abordagens tradicionais está na falta de motivação e desinteresse dos pacientes em realizar tarefas repetitivas. Surge então o conceito de jogos sérios, jogos cujo objetivo principal não é somente o entretenimento. O objetivo principal da presente investigação foi o estudo, e inclusão, de um conjunto de caraterísticas que permitissem inovar na forma de abordar os processos de terapia cognitiva, tornando-os mais motivadores para os pacientes. Materializou-se este objetivo com o desenvolvimento, e teste, de um conjunto de jogos sérios, baseados em jogos apropriados existentes e validados, que contêm um conjunto de caraterísticas inovadoras desenhadas para promover a motivação de pacientes. De entre estas características destacam-se a interface de interação multimodal, apoiada sobre uma abordagem natural (NUI). Neste sentido, um dos jogos desenvolvidos foi adaptado para ser controlado através de comandos de voz. Foi introduzida uma vertente social, apoiada nos conceitos de colaboração e competição, assim, os jogos multiplayer desenvolvidos basearam-se não só na competição entre utilizadores mas também numa perspetiva de jogo em equipa. A vertente competitiva foi ainda reforçada com a introdução do conceito de handicap, cujo objetivo é garantir o equilíbrio entre os utilizadores. Estes jogos foram testados numa população de 58 pessoas e realizaram-se segundo duas vertentes: online e presencial. De forma geral, os sujeitos reportaram uma experiência de jogo positiva em relação a todos os jogos, embora os valores mais altos se tenham registado na vertente multiplayer. As caraterísticas sociais parecem assim contribuir para uma boa experiência de jogo, especialmente a vertente de competição. Os dados indicam ainda que a vertente colaboração é a que mais fomenta o contacto e a interação entre os utilizadores. Em relação às modalidades de interação, é possível observar um favorecimento do rato em relação à voz. Ainda em relação à interface de interação, foi possível perceber que os resultados relativos à experiência de interação por voz, são melhores, quando os utilizadores recebem acompanhamento específico, explicativo de como utilizar a tecnologia. No futuro, espera-se alargar os testes realizados a uma população de sujeitos com vários tipos de limitações, e envolvidos num processo de terapia cognitiva. |
|---|---|
| Autores principais: | Rocha, Rui Miguel Barros |
| Assunto: | Jogos sérios Reabilitação Reabilitação cognitiva NUI Jogos Serious games Rehabilitation Cognitive rehabilitation Games |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A reabilitação pode ser definida como um processo arquitetado em resposta a mudanças de vida não planeadas impostas por doenças ou acidentes traumáticos. A reabilitação cognitiva consiste numa forma de terapia, focada em restaurar funções que se mantêm parcialmente intactas, aplicada a pessoas com algum tipo de défice cognitivo, como perda de memória. O problema das abordagens tradicionais está na falta de motivação e desinteresse dos pacientes em realizar tarefas repetitivas. Surge então o conceito de jogos sérios, jogos cujo objetivo principal não é somente o entretenimento. O objetivo principal da presente investigação foi o estudo, e inclusão, de um conjunto de caraterísticas que permitissem inovar na forma de abordar os processos de terapia cognitiva, tornando-os mais motivadores para os pacientes. Materializou-se este objetivo com o desenvolvimento, e teste, de um conjunto de jogos sérios, baseados em jogos apropriados existentes e validados, que contêm um conjunto de caraterísticas inovadoras desenhadas para promover a motivação de pacientes. De entre estas características destacam-se a interface de interação multimodal, apoiada sobre uma abordagem natural (NUI). Neste sentido, um dos jogos desenvolvidos foi adaptado para ser controlado através de comandos de voz. Foi introduzida uma vertente social, apoiada nos conceitos de colaboração e competição, assim, os jogos multiplayer desenvolvidos basearam-se não só na competição entre utilizadores mas também numa perspetiva de jogo em equipa. A vertente competitiva foi ainda reforçada com a introdução do conceito de handicap, cujo objetivo é garantir o equilíbrio entre os utilizadores. Estes jogos foram testados numa população de 58 pessoas e realizaram-se segundo duas vertentes: online e presencial. De forma geral, os sujeitos reportaram uma experiência de jogo positiva em relação a todos os jogos, embora os valores mais altos se tenham registado na vertente multiplayer. As caraterísticas sociais parecem assim contribuir para uma boa experiência de jogo, especialmente a vertente de competição. Os dados indicam ainda que a vertente colaboração é a que mais fomenta o contacto e a interação entre os utilizadores. Em relação às modalidades de interação, é possível observar um favorecimento do rato em relação à voz. Ainda em relação à interface de interação, foi possível perceber que os resultados relativos à experiência de interação por voz, são melhores, quando os utilizadores recebem acompanhamento específico, explicativo de como utilizar a tecnologia. No futuro, espera-se alargar os testes realizados a uma população de sujeitos com vários tipos de limitações, e envolvidos num processo de terapia cognitiva. |
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