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Estamparia com corantes naturais provenientes de resíduos de biomassa de origem vegetal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos dias de hoje a sustentabilidade é uma temática central e transversal a todos os setores e áreas. Considerando o aumento de poluição devido à utilização de corantes sintéticos, surge a necessidade de reduzir o uso de produtos químicos e tornar os métodos de produção mais sustentáveis e seguros. Desta forma, os corantes naturais mostram-se como uma alternativa adequada, uma vez que têm uma longa história e são valorizados pelos seus benefícios ecológicos e tonalidades e qualidades únicas. No que respeita à indústria têxtil, já se verifica um recurso aos corantes naturais, em particular no setor da tinturaria. Contudo, este avanço não é acompanhado pelo setor da estamparia, que apresenta ainda escassez de informação relativamente a este tópico. Face ao exposto, a presente dissertação contempla como principal objetivo o estudo de corantes naturais provenientes de resíduos de biomassa de origem vegetal no setor da estamparia têxtil. Para tal, serão desenvolvidas tarefas teórico-práticas, que abrangem a extração, aplicação e testagem dos corantes naturais aplicados por estamparia direta em substrato de algodão, de modo a adquirir uma maior compreensão de algumas das suas propriedades como a solidez da cor e capacidade colorística. Para o desenvolvimento das pastas de estampar, foram selecionadas como matérias-primas dos corantes o ouriço da castanha, a casca de romã e a flor de Butterfly Pea, o que, em conjunto com diferentes mordentes e espessantes, possibilitou a obtenção de uma paleta de cores, cujas tonalidades variam entre rosa, amarelo, castanho, azul e cinza. De forma sumária, após a análise dos dados referentes aos ensaios de solidez à luz, à lavagem e à fricção a húmido e a seco, pode afirmar-se que o corante ouriço de castanha, o sulfato de ferro e a goma guar são, de uma forma geral, os responsáveis pelo contributo mais significativo ao nível da solidez da cor, à semelhança dos processos de taninagem e vaporização, que se apresentam como procedimentos de relevância no presente estudo. No futuro, com vista a motivar a adoção de práticas mais sustentáveis, surge a necessidade de se proceder a mais estudos, com o intuito de compreender o comportamento dos corantes naturais, em conjunto com os materiais naturais presentes na pasta de estampar, bem como os benefícios da sua utilização.
Autores principais:Ferreira, Márcia Martins
Assunto:Corantes naturais Estamparia têxtil Solidez da cor Natural dyes Textile printing Color fastness
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Nos dias de hoje a sustentabilidade é uma temática central e transversal a todos os setores e áreas. Considerando o aumento de poluição devido à utilização de corantes sintéticos, surge a necessidade de reduzir o uso de produtos químicos e tornar os métodos de produção mais sustentáveis e seguros. Desta forma, os corantes naturais mostram-se como uma alternativa adequada, uma vez que têm uma longa história e são valorizados pelos seus benefícios ecológicos e tonalidades e qualidades únicas. No que respeita à indústria têxtil, já se verifica um recurso aos corantes naturais, em particular no setor da tinturaria. Contudo, este avanço não é acompanhado pelo setor da estamparia, que apresenta ainda escassez de informação relativamente a este tópico. Face ao exposto, a presente dissertação contempla como principal objetivo o estudo de corantes naturais provenientes de resíduos de biomassa de origem vegetal no setor da estamparia têxtil. Para tal, serão desenvolvidas tarefas teórico-práticas, que abrangem a extração, aplicação e testagem dos corantes naturais aplicados por estamparia direta em substrato de algodão, de modo a adquirir uma maior compreensão de algumas das suas propriedades como a solidez da cor e capacidade colorística. Para o desenvolvimento das pastas de estampar, foram selecionadas como matérias-primas dos corantes o ouriço da castanha, a casca de romã e a flor de Butterfly Pea, o que, em conjunto com diferentes mordentes e espessantes, possibilitou a obtenção de uma paleta de cores, cujas tonalidades variam entre rosa, amarelo, castanho, azul e cinza. De forma sumária, após a análise dos dados referentes aos ensaios de solidez à luz, à lavagem e à fricção a húmido e a seco, pode afirmar-se que o corante ouriço de castanha, o sulfato de ferro e a goma guar são, de uma forma geral, os responsáveis pelo contributo mais significativo ao nível da solidez da cor, à semelhança dos processos de taninagem e vaporização, que se apresentam como procedimentos de relevância no presente estudo. No futuro, com vista a motivar a adoção de práticas mais sustentáveis, surge a necessidade de se proceder a mais estudos, com o intuito de compreender o comportamento dos corantes naturais, em conjunto com os materiais naturais presentes na pasta de estampar, bem como os benefícios da sua utilização.