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Os horrores da Segunda Guerra Mundial: um estudo centrado na multiperspetiva com alunos do 9º ano

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório de estágio provém do Projeto de Intervenção Pedagógica Supervisionado (PIPS), realizado no Mestrado em Ensino de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, realizado no Instituto de Educação da Universidade do Minho. Todo o desenvolvimento da vertente pedagógica e de investigação, giraram em torno do tema dos Horrores da Segunda Guerra Mundial, dando destaque para o conceito metahistórico da Multiperspetiva, avaliando neste tema sensível, as diferentes visões históricas sobre o tema e as perspetivas diversas que existem, procurando compreender o que torna uma perspetiva mais válida do que outra. O tema é delicado e controverso, mas no Mundo atual, em que estamos a viver, é cada vez mais necessário trabalhar questões humanitárias com os alunos. A implementação deste estudo foi desenvolvida numa turma do 9º ano da zona urbana de Guimarães. Procurou-se responder entre outras questões, a esta que destacamos como a principal: Em que medida operam os alunos com a noção de multiperspetividade, para compreender ações e comportamentos de agentes históricos do passado e promover a consciência histórica e a memória coletiva? Os dados foram recolhidos a partir de tarefas individuais, tais como fichas de levantamento de ideias prévias, fichas de trabalho e ficha de metacognição. Estes dados foram analisados de acordo com metodologia da Grounded Theory. Podemos concluir que os alunos, embora não estejam habituados a trabalhar no paradigma construtivista e do modelo da Aula Oficina, quando incentivados a tal conseguem compreender o processo da ciência histórica através da análise e interpretação das fontes históricas na construção de evidência histórica. Constatou-se que estes estudantes revelaram maior facilidade na interpretação e análise de fontes iconográficas. A maior parte deles é da opinião que as testemunhas da época têm maior conhecimento dos factos ocorridos do que os historiadores que produzem suas obras anos mais tarde. Quando questionados sobre a razão da existência de diferentes perspetivas entre os historiadores, a maioria relaciona-as com as diferentes opiniões de cada individuo.
Autores principais:Iliescu, Hugo Fagundes
Assunto:Evidência histórica Horrores Multiperspetiva Perspetiva histórica Segunda Guerra Mundial Historical evidence Historical perspective Horrors Multiperspective Second World War
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente relatório de estágio provém do Projeto de Intervenção Pedagógica Supervisionado (PIPS), realizado no Mestrado em Ensino de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, realizado no Instituto de Educação da Universidade do Minho. Todo o desenvolvimento da vertente pedagógica e de investigação, giraram em torno do tema dos Horrores da Segunda Guerra Mundial, dando destaque para o conceito metahistórico da Multiperspetiva, avaliando neste tema sensível, as diferentes visões históricas sobre o tema e as perspetivas diversas que existem, procurando compreender o que torna uma perspetiva mais válida do que outra. O tema é delicado e controverso, mas no Mundo atual, em que estamos a viver, é cada vez mais necessário trabalhar questões humanitárias com os alunos. A implementação deste estudo foi desenvolvida numa turma do 9º ano da zona urbana de Guimarães. Procurou-se responder entre outras questões, a esta que destacamos como a principal: Em que medida operam os alunos com a noção de multiperspetividade, para compreender ações e comportamentos de agentes históricos do passado e promover a consciência histórica e a memória coletiva? Os dados foram recolhidos a partir de tarefas individuais, tais como fichas de levantamento de ideias prévias, fichas de trabalho e ficha de metacognição. Estes dados foram analisados de acordo com metodologia da Grounded Theory. Podemos concluir que os alunos, embora não estejam habituados a trabalhar no paradigma construtivista e do modelo da Aula Oficina, quando incentivados a tal conseguem compreender o processo da ciência histórica através da análise e interpretação das fontes históricas na construção de evidência histórica. Constatou-se que estes estudantes revelaram maior facilidade na interpretação e análise de fontes iconográficas. A maior parte deles é da opinião que as testemunhas da época têm maior conhecimento dos factos ocorridos do que os historiadores que produzem suas obras anos mais tarde. Quando questionados sobre a razão da existência de diferentes perspetivas entre os historiadores, a maioria relaciona-as com as diferentes opiniões de cada individuo.