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A estação arqueológica da Idade do Ferro do Frijão (Braga, Norte de Portugal)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação tem como finalidade contribuir para o conhecimento da Idade do Ferro no vale do rio Este, tributário da bacia hidrográfica do rio Ave. Para concretizarmos este objetivo efetuámos um estudo monográfico da estação arqueológica de Frijão, localizado na freguesia da Cunha, concelho e distrito de Braga. O Frijão é um sítio arqueológico da Idade do Ferro peculiar no Noroeste de Portugal quer pela sua localização, numa pequena plataforma existente na base da vertente sudeste do monte de Frijão, ou seja, contígua ao vale da ribeira de Levegada, quer pelo tipo de estruturas exclusivamente em materiais perecíveis, quer ainda pelo tipo de materialidades aí encontradas. Os dados para a realização deste estudo correspondem aos registos obtidos no âmbito de uma escavação de salvamento - a única intervenção arqueológica aqui efetuada. Tivemos acesso à documentação gráfica e à descrição dos contextos estratigráficos, cujas relações e equivalências foram analisadas por nós. Paralelamente, estudámos pormenorizadamente todos os materiais cerâmicos e metálicos, procedendo-se à sua classificação técnica e formal, tendo em vista interpretar as ações realizadas no local, assim como o seu enquadramento cronológico cultural mais preciso no contexto das periodizações definidas para a proto-história da região. Procedemos, também, ao estudo exaustivo dos materiais líticos, vítreos, ósseos e dos macrorrestos vegetais, com o objetivo de obtermos mais dados para interpretarmos este sítio. A investigação que realizámos parece-nos relevante, pois permitiu-nos considerar que estamos face a um local que não é um povoado mas provavelmente um sítio de frequência ocasional para fins específicos, que cremos relacionado com ritos de comensalidade, naturalmente articulado com um ou vários povoados da mesma cronologia. Esta diversidade de locais da Idade do Ferro indicia que as evidências arqueológicas para este período, nomeadamente o Ferro Antigo, são mais complexas do que inicialmente se considera.
Autores principais:Silva, Vítor Manuel Fontes da
Assunto:Noroeste de Portugal Vale do rio Este Idade do ferro antigo Lugares de frequência ocasional e povoados Northwest of Portugal Este river valley Early iron age Places of occasional frequency and settlements
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente dissertação tem como finalidade contribuir para o conhecimento da Idade do Ferro no vale do rio Este, tributário da bacia hidrográfica do rio Ave. Para concretizarmos este objetivo efetuámos um estudo monográfico da estação arqueológica de Frijão, localizado na freguesia da Cunha, concelho e distrito de Braga. O Frijão é um sítio arqueológico da Idade do Ferro peculiar no Noroeste de Portugal quer pela sua localização, numa pequena plataforma existente na base da vertente sudeste do monte de Frijão, ou seja, contígua ao vale da ribeira de Levegada, quer pelo tipo de estruturas exclusivamente em materiais perecíveis, quer ainda pelo tipo de materialidades aí encontradas. Os dados para a realização deste estudo correspondem aos registos obtidos no âmbito de uma escavação de salvamento - a única intervenção arqueológica aqui efetuada. Tivemos acesso à documentação gráfica e à descrição dos contextos estratigráficos, cujas relações e equivalências foram analisadas por nós. Paralelamente, estudámos pormenorizadamente todos os materiais cerâmicos e metálicos, procedendo-se à sua classificação técnica e formal, tendo em vista interpretar as ações realizadas no local, assim como o seu enquadramento cronológico cultural mais preciso no contexto das periodizações definidas para a proto-história da região. Procedemos, também, ao estudo exaustivo dos materiais líticos, vítreos, ósseos e dos macrorrestos vegetais, com o objetivo de obtermos mais dados para interpretarmos este sítio. A investigação que realizámos parece-nos relevante, pois permitiu-nos considerar que estamos face a um local que não é um povoado mas provavelmente um sítio de frequência ocasional para fins específicos, que cremos relacionado com ritos de comensalidade, naturalmente articulado com um ou vários povoados da mesma cronologia. Esta diversidade de locais da Idade do Ferro indicia que as evidências arqueológicas para este período, nomeadamente o Ferro Antigo, são mais complexas do que inicialmente se considera.