Publicação
Aplicação de técnicas de otimização no agendamento de Ressonâncias Magnéticas num hospital público
| Resumo: | O Hospital de Braga tem vindo a enfrentar dificuldades em conseguir dar resposta à quantidade de pedidos de Ressonância Magnética que são solicitados anualmente. Com valores a ascender aos 9000 exames em lista de espera, tornou-se evidente a necessidade de otimizar os processos e melhorar o nível de serviço da ala de Imagiologia. Para perceber o estado atual do hospital, foi analisada a capacidade de execução do serviço, onde se concluiu que o HB realiza 250 exames, por semana, em vez dos 282 possíveis. Com esta problemática surgiu a necessidade de investigar as principais causas destes números. Esta investigação levou a que se descobrisse diferentes motivos para que o agendamento de RM não seja utilizado ao máximo. Apesar dos motivos serem distintos, o seu conjunto provoca a deficiência no serviço e consequente incapacidade na diminuição da lista de espera. Deste modo, após assinalar as falhas existentes, foi necessário pensar em soluções que amenizassem ou, até mesmo, resolvessem os problemas. Em primeiro lugar, os utentes não são triados à priori, o que significa que o médico especialista faz a requisição do exame sem perceber se o utente está apto ou não para a realização do exame. Para tal, é necessário um sistema de pré-triagem, aquando da requisição, para permitir que médico requisitante avalie o seu utente e perceba se este pode realizar o exame e quais as suas possíveis dificuldades e contraindicações. Em segundo lugar, os dados referentes a exames já efetuados e por efetuar, não se encontram informatizados. Esta situação leva a que seja impossível perceber o nível de serviço que tem sido praticado pelo hospital e realizar estudos estatísticos que são benéficos para otimizar toda a ala de Imagiologia. Em terceiro lugar, 56% do total de exames marcados e não realizados, devem-se às faltas dos utentes sem a correspondente desmarcação. Assim, seria possível colocar um sistema de sanções aos utentes que faltam a um exame sem desmarcação ou sem justificação. Outras formas de contornar as falhas na realização de exames, seria a adoção da estratégia de overbooking ou alteração do método de agendamento. Por fim, a utilização de slots nominais de 30 minutos é prejudicial ao método de agendamento, porque 62% dos exames demoram até 30 minutos, inclusive. Desta forma, foi proposto um novo modelo que utiliza os tempos efetivos de exame e que não inclui restrições ao número de exames feitos por turno. Este modelo tem a capacidade de realizar, em média, mais 189 minutos que o modelo nominal, por semana. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Mariana Silva |
| Assunto: | Otimização de agendamentos Programação linear inteira Ressonância magnética Hospital Investigação operacional Block scheduling otimization Integer linear programming Magnetic resonance imaging Operational research |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O Hospital de Braga tem vindo a enfrentar dificuldades em conseguir dar resposta à quantidade de pedidos de Ressonância Magnética que são solicitados anualmente. Com valores a ascender aos 9000 exames em lista de espera, tornou-se evidente a necessidade de otimizar os processos e melhorar o nível de serviço da ala de Imagiologia. Para perceber o estado atual do hospital, foi analisada a capacidade de execução do serviço, onde se concluiu que o HB realiza 250 exames, por semana, em vez dos 282 possíveis. Com esta problemática surgiu a necessidade de investigar as principais causas destes números. Esta investigação levou a que se descobrisse diferentes motivos para que o agendamento de RM não seja utilizado ao máximo. Apesar dos motivos serem distintos, o seu conjunto provoca a deficiência no serviço e consequente incapacidade na diminuição da lista de espera. Deste modo, após assinalar as falhas existentes, foi necessário pensar em soluções que amenizassem ou, até mesmo, resolvessem os problemas. Em primeiro lugar, os utentes não são triados à priori, o que significa que o médico especialista faz a requisição do exame sem perceber se o utente está apto ou não para a realização do exame. Para tal, é necessário um sistema de pré-triagem, aquando da requisição, para permitir que médico requisitante avalie o seu utente e perceba se este pode realizar o exame e quais as suas possíveis dificuldades e contraindicações. Em segundo lugar, os dados referentes a exames já efetuados e por efetuar, não se encontram informatizados. Esta situação leva a que seja impossível perceber o nível de serviço que tem sido praticado pelo hospital e realizar estudos estatísticos que são benéficos para otimizar toda a ala de Imagiologia. Em terceiro lugar, 56% do total de exames marcados e não realizados, devem-se às faltas dos utentes sem a correspondente desmarcação. Assim, seria possível colocar um sistema de sanções aos utentes que faltam a um exame sem desmarcação ou sem justificação. Outras formas de contornar as falhas na realização de exames, seria a adoção da estratégia de overbooking ou alteração do método de agendamento. Por fim, a utilização de slots nominais de 30 minutos é prejudicial ao método de agendamento, porque 62% dos exames demoram até 30 minutos, inclusive. Desta forma, foi proposto um novo modelo que utiliza os tempos efetivos de exame e que não inclui restrições ao número de exames feitos por turno. Este modelo tem a capacidade de realizar, em média, mais 189 minutos que o modelo nominal, por semana. |
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