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Habitar as nuvens: uma visão horizontal para um edifício vertical

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Vivemos num tempo em que algumas cidades da Europa (e de Portugal, por arrasto) vão sendo obrigadas a adaptar-se a um crescimento urbano acentuado. Talvez devido a tal situação, e com especial incidência nos séculos XX e XXI, se tem verificado a necessidade de equacionar a arquitetura de forma vertical e começado a colocar-se a hipótese de que o edifício é considerado vertical (quando visto pelo exterior) e a envolvente é considerada horizontal (quando vista do interior). Focando-nos na habitação coletiva e na ideia de vivência em comunidade, esta investigação procura desenvolver uma reflexão prática e teórica, dividida em dois volumes (caderno de desenhos e relatório), sobre uma estrutura de elevada concentração e estratificação programática e sobre as necessidades societais em paralelo com as relações habitacionais. Perante isto, emerge esta dualidade do domínio privado de cada habitação em complemento ao espírito coletivo entre as pessoas que ocupam o mesmo espaço. Com efeito, consideramos essencial uma reflexão sobre o desenho destes espaços partilhados pelos habitantes, inevitável neste tipo de edifícios. A proposta que se segue atreve-se a discutir a validade das torres ou arranha céus num contexto talvez inusitado (na região norte de Portugal), diretamente relacionados com a sensação de vertigem, relação de transparência e condição de luxo enquadradas na cidade, construindo um objeto que vem contrariar e até desafiar a história e a arquitetura da cidade de Guimarães.
Autores principais:Fernandes, Ana Raquel Martinho
Assunto:Torre Habitação Cidade Luxo Vertigem Tower Dwelling City Luxury Vertigo Humanidades::Artes
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Vivemos num tempo em que algumas cidades da Europa (e de Portugal, por arrasto) vão sendo obrigadas a adaptar-se a um crescimento urbano acentuado. Talvez devido a tal situação, e com especial incidência nos séculos XX e XXI, se tem verificado a necessidade de equacionar a arquitetura de forma vertical e começado a colocar-se a hipótese de que o edifício é considerado vertical (quando visto pelo exterior) e a envolvente é considerada horizontal (quando vista do interior). Focando-nos na habitação coletiva e na ideia de vivência em comunidade, esta investigação procura desenvolver uma reflexão prática e teórica, dividida em dois volumes (caderno de desenhos e relatório), sobre uma estrutura de elevada concentração e estratificação programática e sobre as necessidades societais em paralelo com as relações habitacionais. Perante isto, emerge esta dualidade do domínio privado de cada habitação em complemento ao espírito coletivo entre as pessoas que ocupam o mesmo espaço. Com efeito, consideramos essencial uma reflexão sobre o desenho destes espaços partilhados pelos habitantes, inevitável neste tipo de edifícios. A proposta que se segue atreve-se a discutir a validade das torres ou arranha céus num contexto talvez inusitado (na região norte de Portugal), diretamente relacionados com a sensação de vertigem, relação de transparência e condição de luxo enquadradas na cidade, construindo um objeto que vem contrariar e até desafiar a história e a arquitetura da cidade de Guimarães.