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Pessoas sem-abrigo: responsabilidade individual, responsabilidade política e estigma

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apesar das pessoas sem-abrigo em Portugal terem sido alvo de algumas medidas políticas e socias, poucos estudos se tem debruçado sobre os seus discursos em direto. Assim, o objetivo deste estudo é dar voz aos sem-abrigo, auscultando os significados que os próprios atribuem às suas trajetórias de vida, se experienciam vivências estigmatizantes e como perspetivam a sua situação de sem abrigo: como uma consequência de ordem individual ou como um resultado de fatores estruturais limitados. Para concretizar estes objetivos foram observados contextos de rua em que estas pessoas se encontravam e realizadas entrevistas a onze participantes com idades entre os 25 e os 57 anos e cujo tempo de estadia na rua oscila entre três meses e os 11 anos. Nos resultados apresentam-se alguns dados desta observação bem como os resultados da análise de entrevistas. As entrevistas foram analisadas com recurso à Análise Temática. A análise identificou quatro temas centrais: Auto-responsabilização; Falhas nos sistemas de proteção social; Sentimentos de vergonha; Discriminação/Estigma. Discutem-se os resultados tendo em conta os direitos humanos e a necessidade de mudanças sociais e políticas que impeçam a continuidade deste ciclo de pobreza, exclusão social e sofrimento.
Autores principais:Ricardo, Sónia Andreia Pinto
Assunto:Pessoas sem-abrigo Estigma Discriminação Responsabilidade individual Responsabilidade política Homeless people Stigma Discrimination Individual responsibility Political responsibility
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Apesar das pessoas sem-abrigo em Portugal terem sido alvo de algumas medidas políticas e socias, poucos estudos se tem debruçado sobre os seus discursos em direto. Assim, o objetivo deste estudo é dar voz aos sem-abrigo, auscultando os significados que os próprios atribuem às suas trajetórias de vida, se experienciam vivências estigmatizantes e como perspetivam a sua situação de sem abrigo: como uma consequência de ordem individual ou como um resultado de fatores estruturais limitados. Para concretizar estes objetivos foram observados contextos de rua em que estas pessoas se encontravam e realizadas entrevistas a onze participantes com idades entre os 25 e os 57 anos e cujo tempo de estadia na rua oscila entre três meses e os 11 anos. Nos resultados apresentam-se alguns dados desta observação bem como os resultados da análise de entrevistas. As entrevistas foram analisadas com recurso à Análise Temática. A análise identificou quatro temas centrais: Auto-responsabilização; Falhas nos sistemas de proteção social; Sentimentos de vergonha; Discriminação/Estigma. Discutem-se os resultados tendo em conta os direitos humanos e a necessidade de mudanças sociais e políticas que impeçam a continuidade deste ciclo de pobreza, exclusão social e sofrimento.