Publicação
O tratamento contabilístico e o relato dos intangíveis nos relatórios e contas das entidades hospitalares do sector empresarial do estado
| Resumo: | Grande parte dos elementos intangíveis não são reconhecidos como ativos, sendo imputados a gastos quando incorridos. Consequentemente, tentando ultrapassar as insuficiências do relato financeiro obrigatório, profissionais e académicos têm enfatizado a necessidade de um relato voluntário que inclua informações sobre os intangíveis. No entanto, a grande maioria dos trabalhos foca-se nas organizações privadas, sendo os estudos bem mais escassos ao nível do sector público, apesar de ser reconhecido que as organizações públicas são muitas vezes intensivas em conhecimento, pelo que a gestão do capital intelectual desempenham nelas um papel fundamental na dinâmica de criação de valor. Atendendo ao seu papel na sociedade da comunidade e ao seu elevado grau de complexidade, em que as competências profissionais, know-how e capacidades relacionais representam um fator importante para um alto desempenho, o estudo das entidades prestadoras de serviços de saúde no que concerne aos intangíveis justifica-se. Adicionalmente, as organizações de serviços de saúde enfrentam desafios, tais como as inovações médicas e a exigência dos stakeholders por uma maior transparência e accountability na utilização dos fundos públicos. Este trabalho tem como objetivo analisar o tratamento contabilístico e o relato dos intangíveis nas entidades hospitalares pertencentes ao Sector Empresarial do Estado (SEE), respondendo seguintes questões chave: Que tipo de intangíveis são relatados pelas entidades hospitalares do SEE? e Como é que essas entidades estão a relatar a informação sobre os intangíveis? Foi desenvolvido um estudo exploratório, utilizando uma abordagem descritiva e a análise de conteúdo como método de investigação, à semelhança de muitos estudos que abordam o relato do capital intelectual, tendo sido analisados 19 relatórios e contas de entidades hospitalares do SEE, relativos ao ano de 2011 ainda segundo o POCMS. Verificou-se que para além das imobilizações incorpóreas reconhecidas à luz do POCMS, são também divulgados elementos intangíveis relacionados com a classificação tripartida do capital intelectual. Estes elementos são divulgados de forma qualitativa/narrativa e/ou quantitativa. As entidades hospitalares do SEE divulgam no seu relatório e contas informações sobre o seu capital intelectual de forma não sistematizada e não uniforme, quer sobre capital humano, quer capital relacional, quer ainda sobre capital estrutural. |
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| Autores principais: | Alves, Jorge Filipe de Freitas |
| Assunto: | Ativos intangíveis Capital intelectual Entidades hospitalares Sector empresarial do estado Portugal Intangible assets Intellectual capital Health sector entities |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Grande parte dos elementos intangíveis não são reconhecidos como ativos, sendo imputados a gastos quando incorridos. Consequentemente, tentando ultrapassar as insuficiências do relato financeiro obrigatório, profissionais e académicos têm enfatizado a necessidade de um relato voluntário que inclua informações sobre os intangíveis. No entanto, a grande maioria dos trabalhos foca-se nas organizações privadas, sendo os estudos bem mais escassos ao nível do sector público, apesar de ser reconhecido que as organizações públicas são muitas vezes intensivas em conhecimento, pelo que a gestão do capital intelectual desempenham nelas um papel fundamental na dinâmica de criação de valor. Atendendo ao seu papel na sociedade da comunidade e ao seu elevado grau de complexidade, em que as competências profissionais, know-how e capacidades relacionais representam um fator importante para um alto desempenho, o estudo das entidades prestadoras de serviços de saúde no que concerne aos intangíveis justifica-se. Adicionalmente, as organizações de serviços de saúde enfrentam desafios, tais como as inovações médicas e a exigência dos stakeholders por uma maior transparência e accountability na utilização dos fundos públicos. Este trabalho tem como objetivo analisar o tratamento contabilístico e o relato dos intangíveis nas entidades hospitalares pertencentes ao Sector Empresarial do Estado (SEE), respondendo seguintes questões chave: Que tipo de intangíveis são relatados pelas entidades hospitalares do SEE? e Como é que essas entidades estão a relatar a informação sobre os intangíveis? Foi desenvolvido um estudo exploratório, utilizando uma abordagem descritiva e a análise de conteúdo como método de investigação, à semelhança de muitos estudos que abordam o relato do capital intelectual, tendo sido analisados 19 relatórios e contas de entidades hospitalares do SEE, relativos ao ano de 2011 ainda segundo o POCMS. Verificou-se que para além das imobilizações incorpóreas reconhecidas à luz do POCMS, são também divulgados elementos intangíveis relacionados com a classificação tripartida do capital intelectual. Estes elementos são divulgados de forma qualitativa/narrativa e/ou quantitativa. As entidades hospitalares do SEE divulgam no seu relatório e contas informações sobre o seu capital intelectual de forma não sistematizada e não uniforme, quer sobre capital humano, quer capital relacional, quer ainda sobre capital estrutural. |
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