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Stresse parental e risco de maltrato infantil em diferentes níveis socioeconómicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A literatura aponta a relevância do stresse parental nas práticas parentais e no risco de maltrato infantil e para o nível socioeconómico das famílias como um fator de risco para o stresse parental. A presente investigação teve como objetivos comparar diferenças no stresse parental e no risco de maltrato infantil entre famílias de diferentes níveis socioeconómicos e ainda averiguar se o stresse parental se constitui como um preditor do risco de maltrato infantil em ambos os grupos. A amostra foi constituída por 109 pais - 62 do Grande Porto de nível socioeconómico baixo e 47 do distrito do Funchal de nível socioeconómico médioalto/ alto – que preencheram o AAPI-2 e o PSI. Os resultados revelaram que os pais de nível socioeconómico baixo apresentam níveis mais elevados de stresse parental (t (102) = 5.22, p < .001) e um risco mais elevado de cometer maltrato infantil (t (100) = -6.61, p < .001). O stresse parental constitui-se como um preditor do risco de maltrato infantil para os níveis socioeconómico baixo (R2ajustado = .253) e médio-alto/alto (R2ajustado = .100). A prevenção do maltrato infantil deverá passar pela redução do stresse parental, reduzindo as suas fontes e capacitando os pais para lidar com este.
Autores principais:Matos, Catarina Dias
Assunto:Stresse parental Risco de maltrato infantil Nível socioeconómico Parental stress Risk of child abuse Socioeconomic status
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A literatura aponta a relevância do stresse parental nas práticas parentais e no risco de maltrato infantil e para o nível socioeconómico das famílias como um fator de risco para o stresse parental. A presente investigação teve como objetivos comparar diferenças no stresse parental e no risco de maltrato infantil entre famílias de diferentes níveis socioeconómicos e ainda averiguar se o stresse parental se constitui como um preditor do risco de maltrato infantil em ambos os grupos. A amostra foi constituída por 109 pais - 62 do Grande Porto de nível socioeconómico baixo e 47 do distrito do Funchal de nível socioeconómico médioalto/ alto – que preencheram o AAPI-2 e o PSI. Os resultados revelaram que os pais de nível socioeconómico baixo apresentam níveis mais elevados de stresse parental (t (102) = 5.22, p < .001) e um risco mais elevado de cometer maltrato infantil (t (100) = -6.61, p < .001). O stresse parental constitui-se como um preditor do risco de maltrato infantil para os níveis socioeconómico baixo (R2ajustado = .253) e médio-alto/alto (R2ajustado = .100). A prevenção do maltrato infantil deverá passar pela redução do stresse parental, reduzindo as suas fontes e capacitando os pais para lidar com este.