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Homo Intimus. Neurofilosofia e cultura contemporânea

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Resumo:Esta dissertação examina o Homo Intimus e a característica mais fundamental que o define, a Intimidade. Para tal, procedeu-se a uma análise rigorosa a partir de duas áreas, a filosofia (da mente) e a cultura contemporânea, procurando assim solucionar algumas das questões mais duras da filosofia e alertar para os perigos da sociedade hipermoderna. Deve sublinhar-se em filosofia, porque de facto o tema nunca havia sido tratado nesta disciplina. O tema da intimidade não tinha ainda sido sujeito a uma investigação profunda. O conceito de intimidade surgiu enquanto potência de relação e estrutura metafísica responsável pela vida mental do Homo Intimus. Este último conceito (e neologismo) foi elaborado para responder ao coração da ciência da intimidade (um outro neologismo): a Intimalogia. Uma das formas de se aperceber o fenómeno da intimidade na vida mental do Homo Intimus é através da vivência do enamoramento (a paixão e o amor) ou do simples cumprimento (saudação) quotidiano, em que cada sujeito pode experienciar ao longo da sua vida, e que põe a descoberto a ligação íntima entre homem e vida. Se, por um lado, o homem se descobre como Homo Intimus, o que revela a sua humanidade na alteridade, por outro lado, a urgência dos tempos contemporâneos em que vive faz perigar a sua intimidade (pense-se em fenómenos como o controlo e a vigilância, a discreta “manipulação” dos tempos e ritmos percetivos, aquilo que se denomina como “neurose moderna”). Segundo esta linha pensamento, tudo na estrutura do mundo humano – da política à economia –, gira em torno da intimidade, o que, devido à modernização e tecnologização em que a moderna sociedade global se erigiu, acabou por se tornar numa ameaça à vivência plena da intimidade, dada a alienação generalizada em que se vive. Neste seguimento, cumpre estabelecer um outro objetivo, a saber, se estaremos a viver a era do fim da intimidade. Tal hipótese coloca-se devido ao paradoxo entre as condições de vida e a vivência da interioridade do homem: nunca o homem atingiu um tal grau de intimidade e nunca esteve tão ameaçado de a perder. Esta tese foi ainda enriquecida com uma reflexão de natureza metodológica.
Autores principais:Cardoso, Paulo Alexandre e Castro
Assunto:Homo Intimus Intimidade Neurofilosofia Cultura Contemporânea Mente Intimacy Neurophilosophy Contemporary culture Mind
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação examina o Homo Intimus e a característica mais fundamental que o define, a Intimidade. Para tal, procedeu-se a uma análise rigorosa a partir de duas áreas, a filosofia (da mente) e a cultura contemporânea, procurando assim solucionar algumas das questões mais duras da filosofia e alertar para os perigos da sociedade hipermoderna. Deve sublinhar-se em filosofia, porque de facto o tema nunca havia sido tratado nesta disciplina. O tema da intimidade não tinha ainda sido sujeito a uma investigação profunda. O conceito de intimidade surgiu enquanto potência de relação e estrutura metafísica responsável pela vida mental do Homo Intimus. Este último conceito (e neologismo) foi elaborado para responder ao coração da ciência da intimidade (um outro neologismo): a Intimalogia. Uma das formas de se aperceber o fenómeno da intimidade na vida mental do Homo Intimus é através da vivência do enamoramento (a paixão e o amor) ou do simples cumprimento (saudação) quotidiano, em que cada sujeito pode experienciar ao longo da sua vida, e que põe a descoberto a ligação íntima entre homem e vida. Se, por um lado, o homem se descobre como Homo Intimus, o que revela a sua humanidade na alteridade, por outro lado, a urgência dos tempos contemporâneos em que vive faz perigar a sua intimidade (pense-se em fenómenos como o controlo e a vigilância, a discreta “manipulação” dos tempos e ritmos percetivos, aquilo que se denomina como “neurose moderna”). Segundo esta linha pensamento, tudo na estrutura do mundo humano – da política à economia –, gira em torno da intimidade, o que, devido à modernização e tecnologização em que a moderna sociedade global se erigiu, acabou por se tornar numa ameaça à vivência plena da intimidade, dada a alienação generalizada em que se vive. Neste seguimento, cumpre estabelecer um outro objetivo, a saber, se estaremos a viver a era do fim da intimidade. Tal hipótese coloca-se devido ao paradoxo entre as condições de vida e a vivência da interioridade do homem: nunca o homem atingiu um tal grau de intimidade e nunca esteve tão ameaçado de a perder. Esta tese foi ainda enriquecida com uma reflexão de natureza metodológica.