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Otimização do processo de desenvolvimento de produtos numa empresa da indústria alimentar

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Resumo:Na indústria alimentar, o desenvolvimento de novos produtos abrange etapas como a determinação de matérias-primas e materiais de embalagem necessários, a avaliação e aprovação de fornecedores e de matérias-primas e materiais de embalagem, e a receção e inspeção dos mesmos em armazém, executadas por diversos departamentos. Cada etapa é fundamental para garantir que o novo produto atende aos padrões de qualidade, segurança e conformidade regulatória exigidos pela indústria alimentar. Assim, a presente dissertação teve como objetivo otimizar o processo de desenvolvimento de produto numa Empresa certificada pela norma BRCGS para a área alimentar, pelo mapeamento detalhado das etapas do processo e seus complementares, bem como pela caracterização e análise das matérias-primas e fornecedores de matéria-prima ou material de embalagem e de serviço. Com a caracterização das matérias-primas e materiais de embalagem e respetivos fornecedores, constatou-se que cerca de 88 % dos fornecedores ativos são de matéria-prima, refletindo a diversidade de matéria-prima necessária para a obtenção dos produtos. A existência de fornecedores de matéria-prima e material de embalagem qualificados entre o ano de 2019 e de 2021, e fornecedores de serviço qualificados entre 2015 e 2020, indica que não é efetuada uma revisão da análise de risco, no mínimo, de 3 em 3 anos. Além disso, cerca de 95 % das matérias-primas e materiais de embalagem apresentam baixo risco de fraude, mostrando baixa probabilidade de adulteração ou falsificação. Por fim, constatou-se que todos os fornecedores qualificados pela empresa, incluindo os de serviço, cumprem com os critérios de qualificação estabelecidos pela norma BRCGS para a Segurança Alimentar. Ademais, elaboraram-se propostas de melhoria, dentro das quais a criação de instruções de trabalho formalizadas para algumas etapas, a solicitação antecipada de documentação aos fornecedores, a definição de um período mínimo para prospeção e teste de amostras, e a automatização de processos em sistema PHC. Embora não tenham sido implementadas, o potencial das propostas assegura que as, no futuro, as mesmas poderão ser discutidas, ajustadas, se necessário, e integradas no processo de desenvolvimento de um produto existente, contribuindo para uma maior eficiência e a qualidade do processo.
Autores principais:Ferreira, Ana Filipa Ribeiro
Assunto:Conformidade Fraude Matérias-primas Qualidade Segurança Compliance Fraud Quality Raw materials Safety
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Na indústria alimentar, o desenvolvimento de novos produtos abrange etapas como a determinação de matérias-primas e materiais de embalagem necessários, a avaliação e aprovação de fornecedores e de matérias-primas e materiais de embalagem, e a receção e inspeção dos mesmos em armazém, executadas por diversos departamentos. Cada etapa é fundamental para garantir que o novo produto atende aos padrões de qualidade, segurança e conformidade regulatória exigidos pela indústria alimentar. Assim, a presente dissertação teve como objetivo otimizar o processo de desenvolvimento de produto numa Empresa certificada pela norma BRCGS para a área alimentar, pelo mapeamento detalhado das etapas do processo e seus complementares, bem como pela caracterização e análise das matérias-primas e fornecedores de matéria-prima ou material de embalagem e de serviço. Com a caracterização das matérias-primas e materiais de embalagem e respetivos fornecedores, constatou-se que cerca de 88 % dos fornecedores ativos são de matéria-prima, refletindo a diversidade de matéria-prima necessária para a obtenção dos produtos. A existência de fornecedores de matéria-prima e material de embalagem qualificados entre o ano de 2019 e de 2021, e fornecedores de serviço qualificados entre 2015 e 2020, indica que não é efetuada uma revisão da análise de risco, no mínimo, de 3 em 3 anos. Além disso, cerca de 95 % das matérias-primas e materiais de embalagem apresentam baixo risco de fraude, mostrando baixa probabilidade de adulteração ou falsificação. Por fim, constatou-se que todos os fornecedores qualificados pela empresa, incluindo os de serviço, cumprem com os critérios de qualificação estabelecidos pela norma BRCGS para a Segurança Alimentar. Ademais, elaboraram-se propostas de melhoria, dentro das quais a criação de instruções de trabalho formalizadas para algumas etapas, a solicitação antecipada de documentação aos fornecedores, a definição de um período mínimo para prospeção e teste de amostras, e a automatização de processos em sistema PHC. Embora não tenham sido implementadas, o potencial das propostas assegura que as, no futuro, as mesmas poderão ser discutidas, ajustadas, se necessário, e integradas no processo de desenvolvimento de um produto existente, contribuindo para uma maior eficiência e a qualidade do processo.