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Famílias invalidantes, impulsividade e regulação emocional: um estudo transversal com pertubações alimentares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As perturbações alimentares são entendidas como problemas persistentes na alimentação ou nos comportamentos relacionados e parecem ser influenciadas por fatores individuais, familiares e socioculturais. Este estudo procurou determinar a frequência de famílias invalidantes numa amostra clínica com perturbações alimentares, avaliar a diferença entre participantes que percecionam as suas famílias como validantes ou invalidantes, relativamente à sintomatologia alimentar, regulação emocional e impulsividade. Procurou-se ainda avaliar o possível efeito mediador da impulsividade, mais especificamente da urgência negativa, na relação entre a perceção de invalidação materna e paterna e dificuldades de regulação emocional. A amostra foi constituída por 114 participantes. Foram aplicados questionários de autorrelato para avaliar a exposição a ambientes invalidantes na infância, a sintomatologia alimentar, a urgência negativa e as dificuldades de regulação emocional. Os resultados mostraram que 46 (40.4%) participantes com perturbações alimentares percecionaram as suas famílias como invalidantes. Quando comparados os participantes com diferentes perceções sobre os tipos de família, apenas foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na regulação emocional. Os resultados da mediação sugerem que quanto maior a perceção de invalidação materna e paterna, maior é a tendência para a impulsividade e maiores são as dificuldades de regulação emocional.
Autores principais:Meira, Ana Rita da Cruz
Assunto:Infância Ambientes invalidantes Regulação emocional Impulsividade Sintomatologia alimentar Childhood Invalidating environments Emotional regulation Impulsivity Eating symptomatology
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As perturbações alimentares são entendidas como problemas persistentes na alimentação ou nos comportamentos relacionados e parecem ser influenciadas por fatores individuais, familiares e socioculturais. Este estudo procurou determinar a frequência de famílias invalidantes numa amostra clínica com perturbações alimentares, avaliar a diferença entre participantes que percecionam as suas famílias como validantes ou invalidantes, relativamente à sintomatologia alimentar, regulação emocional e impulsividade. Procurou-se ainda avaliar o possível efeito mediador da impulsividade, mais especificamente da urgência negativa, na relação entre a perceção de invalidação materna e paterna e dificuldades de regulação emocional. A amostra foi constituída por 114 participantes. Foram aplicados questionários de autorrelato para avaliar a exposição a ambientes invalidantes na infância, a sintomatologia alimentar, a urgência negativa e as dificuldades de regulação emocional. Os resultados mostraram que 46 (40.4%) participantes com perturbações alimentares percecionaram as suas famílias como invalidantes. Quando comparados os participantes com diferentes perceções sobre os tipos de família, apenas foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na regulação emocional. Os resultados da mediação sugerem que quanto maior a perceção de invalidação materna e paterna, maior é a tendência para a impulsividade e maiores são as dificuldades de regulação emocional.