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O impacto da pandemia COVID-19 nas prisões portuguesas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Contexto: A pandemia COVID-19 rapidamente se espalhou pelo mundo todo durante o primeiro semestre do ano 2020. Com base nos sintomas e fatores de risco, alguns grupos específicos mereceram mais atenção que outros. Em prol desta afirmação, as prisões afiguram ser instituições de caráter debilitado em face às adversidades vividas. Objetivo: O objetivo pauta-se pela compreensão e vivências de pessoas que foram forçadas a trabalhar e abandonar suas residências e famílias, numa altura em que toda a população mundial organizava confinamentos evitando todos os contactos que podiam ser evitados. As quatro paredes das prisões, associadas às doenças e condições propícias encontradas dentro deste estabelecimento, são propícias à propagação do vírus. Com base nisso, vários organismos internacionais e nacionais se uniram com orientações para tal. Método: Entrevistas de cariz qualitativa e quantitativo organizada com guião, de forma a perceber as características demográficas de uma amostra da população de guardas prisionais de Paços de Ferreira e a experiência dentro das prisões durante a pandemia vivida, de forma a comparar com estudos longitudinais organizados noutras instituições. Resultados: Os resultados apresentam que a vida dentro das prisões foi esquecida durante a pandemia, não atingindo a magnitude de atenção que seria de prever visto ser uma população de risco. A falta de guardas prisionais foi acentuada durante esta época, queixas anteriores já tinham sido evocadas, no entanto com as baixas derivadas do vírus, está falta foi exacerbada. Conclusão: Esta área sofre de uma carência extrema de estudos, por múltiplas fontes, quer a nível da pandemia COVID-19 ser recente e poucos estudos foram desenvolvidos nesse sentido; assim como a escassez de estudos sobre guardas prisionais. Apesar de pioneiro e de apresentar algumas limitações, este estudo apresenta uma visão inovadora e que permite retirar conclusões suficientes.
Autores principais:Moreira, Ana Margarida Sousa
Assunto:COVID-19 Prisões portuguesas Guardas prisionais Estabelecimento prisional Portuguese prisons Prison guards Prison establishment
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Contexto: A pandemia COVID-19 rapidamente se espalhou pelo mundo todo durante o primeiro semestre do ano 2020. Com base nos sintomas e fatores de risco, alguns grupos específicos mereceram mais atenção que outros. Em prol desta afirmação, as prisões afiguram ser instituições de caráter debilitado em face às adversidades vividas. Objetivo: O objetivo pauta-se pela compreensão e vivências de pessoas que foram forçadas a trabalhar e abandonar suas residências e famílias, numa altura em que toda a população mundial organizava confinamentos evitando todos os contactos que podiam ser evitados. As quatro paredes das prisões, associadas às doenças e condições propícias encontradas dentro deste estabelecimento, são propícias à propagação do vírus. Com base nisso, vários organismos internacionais e nacionais se uniram com orientações para tal. Método: Entrevistas de cariz qualitativa e quantitativo organizada com guião, de forma a perceber as características demográficas de uma amostra da população de guardas prisionais de Paços de Ferreira e a experiência dentro das prisões durante a pandemia vivida, de forma a comparar com estudos longitudinais organizados noutras instituições. Resultados: Os resultados apresentam que a vida dentro das prisões foi esquecida durante a pandemia, não atingindo a magnitude de atenção que seria de prever visto ser uma população de risco. A falta de guardas prisionais foi acentuada durante esta época, queixas anteriores já tinham sido evocadas, no entanto com as baixas derivadas do vírus, está falta foi exacerbada. Conclusão: Esta área sofre de uma carência extrema de estudos, por múltiplas fontes, quer a nível da pandemia COVID-19 ser recente e poucos estudos foram desenvolvidos nesse sentido; assim como a escassez de estudos sobre guardas prisionais. Apesar de pioneiro e de apresentar algumas limitações, este estudo apresenta uma visão inovadora e que permite retirar conclusões suficientes.