Publicação
Os determinantes económicos do crime em Portugal
| Resumo: | A criminalidade é uma questão de magna importância sobre a qual recaem particulares preocupações, o seu exponencial aumento tem encaminhado a literatura para uma concreta compreensão acerca dos determinantes desta, existindo atualmente uma extensa literatura sobre a sua relação com os fatores económicos. Quer a literatura, quer os trabalhos empíricos que se debruçam sobre a relação entre economia e crime, apontam ambos, cada vez mais e de forma clara, para um concreto efeito das variáveis económicas sobre a criminalidade. Nesse sentido, a economia social assume uma distinta e relevante posição na compreensão deste fenómeno, por influência das coexistentes classes sociais sobre o crime e do particular destaque dado à desigualdade social nos resultados investigativos alcançados sobre a temática. Assim, a expressividade da relação entre economia e crime tem ganho um ímpeto cada vez maior e, não obstante de se tratar de um fenómeno de enorme complexidade em termos de conceitos e dados, as extensivas investigações reiteram e dão realce à relação entre o crime e os fatores económicos. Abordar o tema no contexto português foi o nosso desiderato, tanto pelo facto de este ainda não ter sido verdadeiramente aprofundado, como pelo contributo que ambicionamos introduzir na cabal compreensão da criminalidade. Através de uma prévia recolha exaustiva de dados corroborantes com os mais recentes e importantes estudos sobre a temática, foram criadas diversas variáveis dependentes e explicativas, todas elas de encontro com a literatura. Com efeito, após a aplicação do coeficiente de correlação de Pearson, todas as variáveis explicativas revelaram ter uma correlação forte e significativa com as variáveis dependentes. No entanto, as regressões lineares realizadas enfermam de uma elevada multicolinearidade, face à forte relação de correlação das variáveis explicativas entre si, tornando os resultados imprecisos, limitando a sua interpretação. |
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| Autores principais: | Lopes, João Barros |
| Assunto: | Crime Economia Economia social Desigualdade PIB per capita Crime Economy Social economy Inequality GDP per capita |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A criminalidade é uma questão de magna importância sobre a qual recaem particulares preocupações, o seu exponencial aumento tem encaminhado a literatura para uma concreta compreensão acerca dos determinantes desta, existindo atualmente uma extensa literatura sobre a sua relação com os fatores económicos. Quer a literatura, quer os trabalhos empíricos que se debruçam sobre a relação entre economia e crime, apontam ambos, cada vez mais e de forma clara, para um concreto efeito das variáveis económicas sobre a criminalidade. Nesse sentido, a economia social assume uma distinta e relevante posição na compreensão deste fenómeno, por influência das coexistentes classes sociais sobre o crime e do particular destaque dado à desigualdade social nos resultados investigativos alcançados sobre a temática. Assim, a expressividade da relação entre economia e crime tem ganho um ímpeto cada vez maior e, não obstante de se tratar de um fenómeno de enorme complexidade em termos de conceitos e dados, as extensivas investigações reiteram e dão realce à relação entre o crime e os fatores económicos. Abordar o tema no contexto português foi o nosso desiderato, tanto pelo facto de este ainda não ter sido verdadeiramente aprofundado, como pelo contributo que ambicionamos introduzir na cabal compreensão da criminalidade. Através de uma prévia recolha exaustiva de dados corroborantes com os mais recentes e importantes estudos sobre a temática, foram criadas diversas variáveis dependentes e explicativas, todas elas de encontro com a literatura. Com efeito, após a aplicação do coeficiente de correlação de Pearson, todas as variáveis explicativas revelaram ter uma correlação forte e significativa com as variáveis dependentes. No entanto, as regressões lineares realizadas enfermam de uma elevada multicolinearidade, face à forte relação de correlação das variáveis explicativas entre si, tornando os resultados imprecisos, limitando a sua interpretação. |
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