Publicação
A influência de indicadores económicos na popularidade dos governantes portugueses
| Resumo: | Será que os eleitores responsabilizam os políticos pela performance económica, durante o período em que se encontram no poder? Ao longo dos últimos anos, tem se verificado um acréscimo significativo na literatura internacional, acerca da função voto/popularidade. É através desta função que se torna possível dar resposta à pergunta acima colocada, e é esta que nos permite entender quais são os fatores que mais condicionam a avaliação que os eleitores fazem do desempenho dos governantes. No que concerne ao caso português, a literatura acerca deste tema é bastante escassa. De forma a dar continuidade a este assunto, e preencher a lacuna existente, será analisado um período temporal que nunca foi estudado em Portugal. Assim, este estudo investiga o efeito de variáveis económicas e políticas na popularidade de quatro entidades: o Primeiro-Ministro, o Governo, a Assembleia da República e o Presidente da República. É feita uma revisão da literatura acerca do tema e uma descrição do funcionamento do sistema político português, bem como das responsabilidades das quatro entidades acima referidas. É depois efetuada uma análise econométrica com base em dados mensais e trimestrais, que vão desde janeiro de 2002 até dezembro de 2016. Os resultados obtidos, sugerem que a hipótese da responsabilização é verificada. Ou seja, existe uma relação negativa entre a taxa de desemprego e a popularidade das entidades. O impacto da média da taxa de inflação não é tão evidente, mas também é verificado em alguns casos. Também há evidências do efeito negativo do tempo no poder na popularidade destas entidades, no sentido em que a popularidade diminui com o aumento do tempo em que estes se encontram a governar. Adicionalmente, a Assembleia da República beneficia de um estado de graça no início do mandato. Finalmente, há evidências de que é o Governo quem mais é prejudicado pela situação da economia. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Mónica Mendes |
| Assunto: | Função popularidade Governação Portugal Economia Indicadores macroeconómicos Popularity function Governance Economy Macroeconomic indicators |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Será que os eleitores responsabilizam os políticos pela performance económica, durante o período em que se encontram no poder? Ao longo dos últimos anos, tem se verificado um acréscimo significativo na literatura internacional, acerca da função voto/popularidade. É através desta função que se torna possível dar resposta à pergunta acima colocada, e é esta que nos permite entender quais são os fatores que mais condicionam a avaliação que os eleitores fazem do desempenho dos governantes. No que concerne ao caso português, a literatura acerca deste tema é bastante escassa. De forma a dar continuidade a este assunto, e preencher a lacuna existente, será analisado um período temporal que nunca foi estudado em Portugal. Assim, este estudo investiga o efeito de variáveis económicas e políticas na popularidade de quatro entidades: o Primeiro-Ministro, o Governo, a Assembleia da República e o Presidente da República. É feita uma revisão da literatura acerca do tema e uma descrição do funcionamento do sistema político português, bem como das responsabilidades das quatro entidades acima referidas. É depois efetuada uma análise econométrica com base em dados mensais e trimestrais, que vão desde janeiro de 2002 até dezembro de 2016. Os resultados obtidos, sugerem que a hipótese da responsabilização é verificada. Ou seja, existe uma relação negativa entre a taxa de desemprego e a popularidade das entidades. O impacto da média da taxa de inflação não é tão evidente, mas também é verificado em alguns casos. Também há evidências do efeito negativo do tempo no poder na popularidade destas entidades, no sentido em que a popularidade diminui com o aumento do tempo em que estes se encontram a governar. Adicionalmente, a Assembleia da República beneficia de um estado de graça no início do mandato. Finalmente, há evidências de que é o Governo quem mais é prejudicado pela situação da economia. |
|---|