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O terrorismo na Nigéria: as consequências da securitização do Boko Haram pelas administrações de Jonathan e Buhari (2009-2021)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O continente africano tornou-se uma das principais regiões com alto índice de atividade de organizações terroristas, especialmente na região do Sahel, onde se situa a Nigéria. O presente estudo pretende aplicar a teoria da securitização ao fenómeno do Boko Haram (BH) na Nigéria, procurando realizar uma análise aprofundada sobre esta ameaça terrorista. Tendo em conta a pergunta de investigação, “Quais foram as consequências da securitização do BH na Nigéria entre 2009 e 2021?”, este estudo procurou compreender como o BH foi classificado como uma ameaça à segurança e as consequências das medidas políticas extraordinárias para lidar com o grupo, bem como os fatores de insurreição que impulsionaram a ascensão do BH. Além disso, também se explorou o conceito de terrorismo e de segurança e as suas problemáticas. Através da metodologia theory-guided, a investigação foi conduzida pela teoria da securitização aplicada ao contexto do BH. Desta forma, procurou-se contribuir para o desenvolvimento desta corrente teórica, recorrendo a partes de discursos dos presidentes nigerianos em relação ao BH. Com este estudo concluiu-se que a securitização do Boko Haram teve impactos significativos, especialmente pela administração de Goodluck Jonathan. Ao invés de contrariar o aumento da influência e da capacidade do grupo, a securitização contribuiu para crescimento do grupo devido à elevada corrupção, falta de estratégias de contraterrorismo e sobretudo, à ineficácia do governo. A securitização durante a administração de Muhammadu Buhari conseguiu, mediante uma abordagem mais focada no combate à corrupção e no fortalecimento das forças de segurança, reduzir a capacidade e o efetivo do grupo, contudo, também foram registadas consequências negativas, nomeadamente violações de direitos humanos e desinvestimento social.
Autores principais:Teixeira, Ricardo Filipe Ribeiro
Assunto:Boko Haram Insurreição Segurança Teoria da Securitização Terrorismo Insurrection Security Securitization Theory Terrorism
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O continente africano tornou-se uma das principais regiões com alto índice de atividade de organizações terroristas, especialmente na região do Sahel, onde se situa a Nigéria. O presente estudo pretende aplicar a teoria da securitização ao fenómeno do Boko Haram (BH) na Nigéria, procurando realizar uma análise aprofundada sobre esta ameaça terrorista. Tendo em conta a pergunta de investigação, “Quais foram as consequências da securitização do BH na Nigéria entre 2009 e 2021?”, este estudo procurou compreender como o BH foi classificado como uma ameaça à segurança e as consequências das medidas políticas extraordinárias para lidar com o grupo, bem como os fatores de insurreição que impulsionaram a ascensão do BH. Além disso, também se explorou o conceito de terrorismo e de segurança e as suas problemáticas. Através da metodologia theory-guided, a investigação foi conduzida pela teoria da securitização aplicada ao contexto do BH. Desta forma, procurou-se contribuir para o desenvolvimento desta corrente teórica, recorrendo a partes de discursos dos presidentes nigerianos em relação ao BH. Com este estudo concluiu-se que a securitização do Boko Haram teve impactos significativos, especialmente pela administração de Goodluck Jonathan. Ao invés de contrariar o aumento da influência e da capacidade do grupo, a securitização contribuiu para crescimento do grupo devido à elevada corrupção, falta de estratégias de contraterrorismo e sobretudo, à ineficácia do governo. A securitização durante a administração de Muhammadu Buhari conseguiu, mediante uma abordagem mais focada no combate à corrupção e no fortalecimento das forças de segurança, reduzir a capacidade e o efetivo do grupo, contudo, também foram registadas consequências negativas, nomeadamente violações de direitos humanos e desinvestimento social.